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Voto impresso: deputado do NOVO surpreende e vota contra também segundo parecer

Paulo Ganime votou contrário ao parecer de Felipe Barros (PSL/PR) e também contra o parecer de Raul Henry (MDB/PE), aliando-se ora com os críticos ao voto impresso, ora com os apoiadores
Dep. Paulo Ganime fala na tribuna da Câmara (NOVO - RJ)
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Líder da bancada do NOVO na Câmara, Paulo Ganime votou contrário ao parecer do deputado Raul Henry (MDB/PE), apresentado nesta sexta-feira (6), recomendando a rejeição da PEC do voto impresso na Comissão Especial. O texto acabou sendo aprovado por 22 a 11, mas deve ir à Plenário para escrutínio de todos os deputados. [4]

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O voto surpreendeu porque o parlamentar também havia se posicionado, ao lado de Kim Kataguiri (DEM/SP), contrário ao parecer apresentado pelo deputado federal Felipe Barros (PSL/PR) nesta quinta (5) e que recomendou a aprovação à proposta.

No segundo parecer, Kataguiri havia outra vez apoiado o parece contrário à PEC, proposta originalmente pela deputada federal Bia Kicis (PSL/DF) e apoiada pelo Planalto.

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Detalhe

Ocorre que, na primeira votação, embora tenha votado contrário, Ganime apresentou voto em separado apresentando um substitutivo que removia o termo “impresso” da proposta. [1]

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Na avaliação dele, “prever no texto Constitucional que a forma de conferência do voto será impressa não reconhece a capacidade de avançarmos e progredirmos em meios tecnológicos e mais eficientes de garantirmos o direito” do voto conferível.

O deputado também havia reclamado que a mudança não deveria ocorrer no ano anterior à eleição, tampouco que a Constituição deveria incluir tantos detalhes sobre o processo de votação.

Ganime frisou em suas redes sociais que, apesar do voto contrário ao parecer de Barros, seguia “favorável ao voto auditável” e pontuado que “defende a conquista e a garantia” na Constituição.

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Repercussão

Nas redes sociais, tanto Ganime quanto Kim Kataguiri, dois liberais que foram contra o parecer de Barros, ouviram reclamações de eleitores que defendem o regime de voto impresso.

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Enquanto o deputado do MBL foi chamado de “traidor” por parte dos adversários, que resgataram um vídeo de 2018 em que o ativista defendia a impressão do voto, internautas reclamaram do voto do parlamentar do NOVO.

Para piorar, a comunicação da sigla e dos deputados do NOVO publicaram mensagens em sentido contrário.

Enquanto que o NOVO, em seu perfil oficial do Twitter, celebrou que “com voto e apoio do NOVO foi rejeitada a proposta do voto impresso” e que “o Brasil seguirá com o atual sistema eleitoral, que é seguro e auditável”, parlamentares vieram à rede com uma mensagem diferente. [2]

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O deputado federal Gilson Marques (NOVO/SC), por exemplo, enfatizou em seus canais que “o NOVO não votou contra a PEC”, atendo-se ao formalismo de que o voto teria sido contrário apenas ao parecer de Felipe Barros, e que “diversos deputados do NOVO, como eu, entendem que o sistema de votação merece aprimoramento”. [3]

No Plenário, quem deve se posicionar favorável à PEC também deve ser o deputado federal Lucas Gonzalez (NOVO/MG).

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