O painel “Eleições 2026”, realizado neste sábado (16) durante a LibertyCon em São Paulo, reuniu a deputada federal Adriana Ventura, o ex-deputado estadual pelo Rio Grande do Sul e dirigente nacional do Partido Novo, Fábio Ostermann e o advogado e o CEO do Instituto Livre Mercado, Rodrigo Saraiva Marinho, para uma discussão sobre o cenário eleitoral que se desenha para 2026.
O debate colocou na mesa as possíveis alianças, os riscos de fragmentação do campo liberal e como os valores de liberdade política, econômica e individual podem ser defendidos nas urnas em 2026.
A candidatura de Romeu Zema, governador de Minas Gerais, dominou parte da discussão sobre presidenciáveis. Rodrigo Saraiva Marinho foi enfático ao afirmar que Zema é “de longe o candidato mais preparado”, defendendo também que a direita evite a divisão e lutas internas.
Adriana Ventura, por sua vez, convocou o movimento a não se render ao pragmatismo. “Não podemos nos tornar eternos reféns desse jogo, reféns de políticos fisiológicos. Qual o sentido de termos dois turnos, se não para votar naquele que acreditamos ser o melhor nome?”, provocou a deputada.
Por sua vez, Fábio Ostermann adotou um tom reflexivo. O ex-deputado estadual destacou os avanços do movimento liberal no Brasil e a importância de preservar a integridade do campo mesmo diante de adversidades. “Pensem em todo o mal que evitamos, e toda a maturação do nosso movimento nas últimas décadas”, afirmou, antes de fazer um alerta sobre os rumos da chamada direita brasileira.”Não podemos nos tornar monstros para combater monstros. Não podemos nos tornar bandidos para derrotar bandidos”, reforçou.



