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Augusto Aras enaltece ‘revolução civil’ de 1964 e diz que quer fazer correções à Lava Jato com apoio do Legislativo

O procurador-geral da Repúblixa também falou sobre sua visão da nomeação de Eduardo Bolsonaro para a embaixada do Brasil nos EUA

- Publicado no dia
Augusto Aras cumprimentando o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do DEM (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O doutor em direito constitucional Augusto Aras foi sabatinado pelo Senado nesta quinta-feira (25) e confirmado como o novo procurador-geral da República. Ele fez algumas declarações que atraíram atenções durante a sabatina. Uma delas foi a defesa do movimento de 31 de março de 1964. [1] [2]

Na opinião de Augusto Aras, a deposição do presidente João Goulart na década de 60 não foi um golpe”: “O movimento de 64 teve o apoio da família brasileira, teve o apoio da Igreja católica brasileira, ele foi gestado dentro do Congresso Nacional. (…) Discutimos se houve golpe ou revolução… A história conta como ocorreu aquele célebre 31 de março”, definiu.

Para o procurador, é possível dizer que houve um golpe em 1968, quando foi promulgado o AI-5. “”Houve um endurecimento com o AI-5, talvez 68 sim”. No entanto, em 1964, ele considera que “podemos falar em revolução civil porque foi protagonizada pela sociedade civil e pelo Congresso Nacional”.


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A Operação Lava Jato e a embaixada norte-americana

O nome de Aras foi cercado de polêmicas e questionamentos, em especial por suas antigas relações com personalidades do Partido dos Trabalhadores e por suas críticas à Operação Lava Jato. Sobre a operação, Augusto Aras disse aos parlamentares que ela é um “marco”, mas é “passível de correções” que ele deseja fazer em parceria com o Poder Legislativo. Mesmo assim, Aras pontuou que a experiência da operação deve ser levada a estados e municípios.

O procurador disse ainda que não considera nepotismo a indicação de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, para a embaixada dos Estados Unidos. Augusto Aras também foi elogiado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), que considerou sua nomeação “o mais acertado e significativo” ato do presidente da República. [3]

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