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Jair Bolsonaro indica Augusto Aras para a procuradoria-geral da República

Nome escolhido pelo presidente da República para ocupar o comando da procuradoria-geral provocou atrito com procuradores e militantes nas redes sociais
Augusto Aras (Foto: Joá Souza/ Ag. Tarde)
Augusto Aras (Foto: Joá Souza/ Ag. Tarde)

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quinta-feira (5) o nome do seu indicado para ocupar a Procuradoria-Geral da República. O escolhido foi Augusto Aras, anunciado em evento no Ministério da Agricultura.

O nome provocou críticas tanto da categoria quanto de eleitores e seguidores do presidente nas redes sociais. A Associação Nacional dos Procuradores da República se declarou “em luto” e “absoluta contrariedade”, entendendo a escolha como “um retrocesso institucional e democrático”. Bolsonaro desprezou a lista tríplice de candidatos ao posto indicada pela associação, interrompendo um hábito de quase vinte anos. [1]

Bolsonaro comentou que está “apanhando da mídia” e isso “é um bom sinal”. “Uma das coisas conversadas com ele, já era sua praxe também, é na questão ambiental, o respeito ao produtor rural e também o casamento da preservação do meio ambiente com o produtor”, justificou Bolsonaro. Augusto Aras também vinha tecendo críticas ao costume de escolher o procurador através da lista tríplice e vinha afirmando ser um “conservador”, identificado com a agenda de Bolsonaro. [2]





O passado

Os principais problemas para alguns eleitores de Bolsonaro estão nas críticas que Aras formulou à Operação Lava Jato e alguns acontecimentos de seu passado recente. Em 2013, por exemplo, ele deu uma festa para figuras de destaque do Partido dos Trabalhadores em sua residência, incluindo José Dirceu e José Genoíno. [3]

Em 2008, na Câmara, Aras também discursou em favor do Movimento dos Sem-Terra, qualificando-o como um “movimento importante da sociedade brasileira” que estaria sendo “alvo da ação, provavelmente, de uns poucos que infelizmente estão na cúpula de um órgão ministerial gaúcho e que representam, sim, uma reação a esse movimento social que trouxe maior politização às comunidades operárias e trabalhadoras”. [4]

Outro episódio que suscitou críticas aconteceu em 2016: Aras fez uma citação a uma frase constantemente atribuída ao guerrilheiro Che Guevara, “hay que endurecer sin perder la ternura”. Aras disse que o autor da citação era um “pensador latino-americano que ousou sonhar com liberdade”.









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