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Nando Moura diz que canais de direita que menosprezarem a Operação ‘Lava Toga’ são inimigos

Declarações do popular youtuber foram feitas para criticar uma entrevista do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) criticando o projeto da CPI

- Publicado no dia
Nando Moura (Foto: Reprodução/YouTube)

Um dos mais bem-sucedidos youtubers de direita no Brasil, com 3,3 milhões de inscritos em seu canal, suspendeu sua ausência da rede social com grande impacto. Além de divulgar um clipe ironizando a reação da esquerda aos incêndios na Amazônia, ele disse neste sábado (14) que todo canal conservador que menosprezar a “Operação Lava Toga” será considerado por ele um “inimigo”.

A declaração foi feita em um vídeo de pouco mais de 9 minutos em que o youtuber dirigiu suas críticas principalmente a dois alvos: a Rede Globo e o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Em relação ao senador, a abordagem de Nando Moura começa aos 4min30s. Moura comenta que estava assistindo à entrevista que Flávio concedeu ao canal Terça Livre e “foi uma das coisas mais nojentas que eu já vi na minha vida”.

Para Nando Moura, apenas um “idiota” pode “cair neste papo” de que a Operação “Lava Toga”, projeto de CPI que pretende investigar os atos dos ministros do Supremo Tribunal Federal, seria uma ameaça às instituições. “Todo mundo está presenciando os desmandos do Judiciário. Qual é a possibilidade de ter um país decente desta forma?”, reclamou.


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Nando Moura perguntou a Flávio Bolsonaro se ele continuará “traindo seu eleitor” sem assinar a CPI, o chamou de “covardão” e disse que nunca mais o apoiará. Mais do que isso, ele declarou que “qualquer canal da direita conservadora que estiver costurando uma narrativa para incutir na cabeça das pessoas que uma CPI da Lava Toga não é fundamental” será seu “inimigo político” – o que pode ser interpretado como um recado direto para o Terça Livre, que continuou publicando materiais relativizando a “Lava Toga”. [1]

A resposta

O âncora do Terça Livre, Allan dos Santos, disse que a atitude de Nando Moura de usar seu canal com muitos seguidores para atacar a entrevista com Flávio Bolsonaro foi um gesto “covarde”. Ele afirmou que não acredita que uma CPI seja mais eficaz que um processo de impeachment dos ministros do STF, de um projeto de lei ou de uma modificação na famosa “PEC da Bengala” para reduzir a idade para aposentadoria compulsória dos magistrados.  [2]

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