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Ernesto Araújo exonera diplomata e vai se justificar com… Olavo de Carvalho

Ministro das Relações Exteriores exonerou diplomata liberal e logo tratou de enviar mensagem explicando a decisão para pessoas próximas a Olavo de Carvalho; embaixador exonerado critica decisão
Bolsonaro e Ernesto Araújo (Foto: Reprodução / Poder 360)
Bolsonaro e Ernesto Araújo (Foto: Reprodução / Poder 360)
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O Itamaraty exonerou nesta segunda-feira (4) o embaixador liberal Paulo Roberto de Almeida do comando do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (IPRI). As circunstâncias da demissão, contudo, chamam atenção. [1]

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É que, tão logo após a divulgação na imprensa do fato, o ministro Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, tratou-se de justificar a medida para… pessoas próximas a Olavo de Carvalho. [2]

“A decisão foi inteiramente minha. Sinto muito que algumas pessoas a estejam atribuindo a uma intervenção do Professor, eu não queria causar nenhum embaraço a ele. Almeida já vinha falando e postando muita coisa contra a nova política externa (nunca a favor), e eu tolerava, mas desta vez ele passou dos limites”, diz uma mensagem compartilhada por Olavo que afirmou que a “recebeu do ministro”.

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Em seu blog, após a exoneração, Almeida publicou um artigo especulando sobre razões que lhe levaram a deixar o posto no Itamaraty, assumido no governo Michel Temer. Além de alfinetadas a Olavo de Carvalho (“o sofista da Virgínia”), Almeida criticou o atual ministro, que teria assumido o cargo após uma “estratégia friamente calculada”.

“Todos lhe são submissos, e não ousam contrariar ordens, desejos, ideias e impulsos do chanceler escolhido pelo próprio Olavo e depois respaldado pelos filhos Bolsonaro – é evidente que o presidente não tinha a menor ideia de quem era, o que pensava, o que tinha feito o chanceler –, numa estratégia friamente calculada (como diria o Chapolim Colorado) para conquistar essa ministrança, sendo que o chanceler jamais se tinha manifestado contra o lulopetismo durante toda vigência do lulopetismo diplomático”, diz o texto. [3]

Além de embaixador, Paulo Roberto de Almeida é autor de livros e organizou, recentemente, uma obra dedicada a críticas do economista Roberto Campos à Constituição de 1988.

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