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Vélez já criticou iniciativa privada que lucra às custas da qualidade do ensino

Em texto publicado no dia 7 de novembro, o futuro Ministro da Educação criticou investimentos privados que ‘enriquecem instituições de ensino às custas da baixa qualidade’ da educação

- Publicado no dia
Foto; Reprodução/Facebook

Futuro Ministro da Educação do governo do presidente eleito Jair Bolsonaro, Ricardo Vélez-Rodriguez já manifestou, no último dia 7, algumas ideias que tem para a pasta.

Em artigo publicado no seu blog intitulado de “Um roteiro para o MEC”, o intelectual tratou de temas como doutrinação, aparelhamento e federalismo. Ele também se mostrou desconfiado sobre a participação da iniciativa privada no setor.  [1]

“[É preciso] enquadrar o MEC no contexto da valorização da educação para a vida e a cidadania a partir dos municípios, que é onde os cidadãos realmente vivem”, escreveu.

Nascido na Colômbia, Vélez criticou ainda a “proliferação de leis e regulamentos [que] sufocou, nas últimas décadas, a vida cidadã, tornando os brasileiros reféns de um sistema de ensino alheio às suas vidas”.


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“[Houve] a tentativa de impor à sociedade uma doutrinação de índole cientificista e enquistada na ideologia marxista, travestida de ‘revolução cultural gramsciana’, com toda a coorte de invenções deletérias em matéria pedagógica como a educação de gênero”, disse.

Iniciativa privada

Embora colaborador do Instituto Liberal e celebrado por lideranças do meio liberal e conservador, Vélez não citou em seu artigo, em nenhum momento, a possibilidade de se aplicar voushers (vales) de educação para que fosse fomentado o ensino privado no país. A ideia, que conta com o endosso de muitos políticos liberais, ficou conhecida por Milton Friedman.

Sobre a participação do capital privado no mercado de educação, pelo contrário, mostrou-se desconfiado.

“Através dos fundos de pensão internacionais,  [empresas estrangeiras] enxergam a educação brasileira como terreno onde se possam cultivar propostas altamente lucrativas para esses fundos, mas que, na realidade, ao longo das últimas décadas, produziram um efeito pernicioso, qual seja o enriquecimento de alguns donos de instituições de ensino, às custas da baixa qualidade em que foram sendo submergidas as instituições docentes”, escreveu, complementando que “em termos de patriotismo, essas saídas geram mais problemas do que soluções”.

Para o cientista político Chritian Lynch, Ricardo Vélez-Rodriguez pertence à “mesma ‘família’ conservadora que vigorou durante o regime militar”, marcada pelo “conservadorismo culturalista e estatista”. [2]

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