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Ativista protocola representação no CNJ contra juíza do caso Henry Borel

Juíza afirmou que mãe de Henry teria sido alvo de uma "reação desproporcional da sociedade" influenciada por uma "cultura patriarcal"
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil/Arquivo

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A ativista política Luciana Lippi apresentou uma denúncia ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra a juíza Elizabeth Machado Louro, responsável pelo julgamento que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, mãe de Henry Borel.

A denúncia questiona os argumentos usados pela magistrada para justificar a decisão. Na sentença, a juíza afirmou que Monique teria sido alvo de uma “reação desproporcional da sociedade” influenciada por uma “cultura patriarcal”. Também declarou que, se o pai de Henry estivesse na mesma situação, provavelmente não teria sido processado.

Para Luciana Lippi, a juíza deixou de analisar o caso apenas com base nos fatos e na lei ao incluir esse tipo de interpretação na decisão.”Um menino de quatro anos foi torturado até a morte dentro da própria casa. E a Justiça brasileira decidiu que a vítima dessa história era a mãe que foi omissa em relação ao assassinato. Isso é uma vergonha nacional. Não podemos deixar que um garoto tão jovem e tão doce vire apenas mais um número por conta da ideologia de uma Justiça que deveria ser cega”, afirmou.

Com a denúncia, Luciana pede que o CNJ analise a conduta da magistrada e avalie se houve descumprimento dos deveres de imparcialidade exigidos de um juiz.

O caso reacende o debate sobre os limites da atuação de magistrados em decisões de grande repercussão pública e sobre a necessidade de que julgamentos sejam fundamentados exclusivamente nos fatos e na legislação.

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