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Pérsio Arida ataca Bolsonaro: ‘um engodo, tão estatizante quanto a esquerda’

O economista, conselheiro acadêmico do Livres e coordenador de campanha de Geraldo Alckmin, acredita que Bolsonaro está enganando os liberais

- Publicado no dia
(Foto: Nilton Fukuda / Estadão)

O economista Pérsio Arida, conselheiro acadêmico do Livres e coordenador da campanha de Geraldo Alckmin, atacou o pré-candidato à presidência Jair Bolsonaro em entrevista publicada na última quarta-feira (30) no Infomoney. Em declarações replicadas pelo Livres em sua página oficial no Facebook, Arida chamou Bolsonaro de “um engodo, tão estatizante quanto a esquerda”. [1] [2]

Para justificar sua afirmação, Arida ressaltou o histórico de Bolsonaro: “ele votou contra o Plano Real, contra a quebra do monopólio das telecomunicações, contra a quebra do monopólio estatal do petróleo, contra a reforma administrativa que impunha limite nos gastos de servidor. Bolsonaro votou a favor de regime especial de aposentadoria para deputados e senadores. E há menos de um mês, ele e o filho dele votaram contra o cadastro positivo, junto com o PSOL e o PT. Ele é estatizante, sempre se declarou estatizante, o track record é de estatizante”.


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A opinião de Paulo Guedes

Arida fez uma analogia irônica entre Bolsonaro e Paulo de Tarso, dizendo que as pessoas “acham que Bolsonaro estava andando na estrada de Damasco, teve uma iluminação divina, e se tornou liberal porque conversou com Paulo Guedes”, o que seria um engano. Pérsio também criticou Paulo Guedes, alegando que, embora o economista que pode ser ministro da Fazenda de Bolsonaro seja seu amigo, ele se equivoca quando diz que o liberalismo nunca esteve no poder e que tudo seria igualmente “social democracia” na trajetória política recente do Brasil.

Arida afirma que os liberais estiveram lá, mas trabalharam de acordo com as possibilidades circunstanciais. Para ele, o caminho do Brasil é o de “uma construção lenta de uma maturidade institucional, de uma consciência pública do que precisa ser feito”, e avanços nesse sentido se refletiriam nas conquistas dos governos do PSDB de Fernando Henrique Cardoso, como o controle da hiperinflação e o impulso das privatizações.

“Nosso caminho não é o caminho dos Chicago Boys no Chile, mando militar impondo à força as reformas e matando todos os dissidentes em campo de futebol”, justifica, ” é o caminho democrático, é um caminho com idas e vindas, difícil, com sobressaltos, mas se você olhar, o Brasil foi avançando”. Arida pontuou ainda que o Brasil teve retrocessos que precisam ser retificados durante a era Dilma e uma ausência no governo FHC, que foi a reforma da Previdência, que o ex-presidente tucano não conseguiu aprovar. “Aliás, Bolsonaro votou contra também”, provocou o economista. 

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