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SP: Holiday, do MBL, consegue assinaturas e protocola CPI das invasões

Parlamentar fez dura crítica à cobrança de aluguéis por parte de movimentos sem-teto, considerando-os ‘facções criminosas’ por cometerem ‘extorsões’; veja o vídeo do parlamentar comentando o assunto

- Publicado no dia
Foto: Reprodução/Vídeo Facebook

O vereador Fernando Holiday (DEM), de São Paulo, conseguiu obter nesta quarta-feira (2) a quantidade de assinaturas necessárias para protocolar uma CPI para investigar as invasões de prédios públicos na cidade. A medida é uma das consequências após o desabamento do edifício Wilton Paes de Almeida, localizado no centro da capital paulista, que estava sob controle de grupos de sem-tetos.

Ligado ao Movimento Brasil Livre, Holiday pretende inibir novas invasões e, segundo comunicado enviado por sua assessoria à imprensa, “revelar quem está por detrás do abusivo esquema de cobrança de aluguel” revelado por jornais.


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Em vídeo no Facebook, o parlamentar também fez um duro discurso contra essa prática, comparando-a com extorsões e levantando hipóteses sobre desvio de recursos públicos. “Famílias inteiras foram enganadas por líderes desses movimentos. Foram extorquidas. Muitas delas, inclusive, repassando o valor do auxílio aluguel para esses movimentos. O que eles fazem com esse dinheiro, não se sabe”, disse. [1]

“O auxílio-aluguel, pago pelo Governo do Estado ou pela Prefeitura de São Paulo, acreditem, é no valor também de R$ 400.  Então o que há muitas vezes é uma espécie de desvio realmente do dinheiro público. Se pega o auxílio-aluguel, que é dinheiro público, vai a determinadas famílias que muitas vezes realmente precisam daquele dinheiro. E elas, muitas vezes enganadas ou desorientadas por alguns desses líderes e movimentos, acabam entregando o seu auxílio aluguel para líderes desses movimentos sociais”, constatou.

Segundo Holiday, após o protocolo das assinaturas, a CPI deve ser instaurada nos próximos dias ou nas próximas semanas. “Queremos que ela não apenas investigue esses movimentos que fazem esse tipo de extorsão, que são facções criminosas, mas também procurando prevenir que isso não aconteça mais vezes na cidade. E também procurando trazer exemplos de movimentos e líderes que fazem um trabalho sério sobre a questão habitacional. Também fazendo recomendações ao Ministério Público”, concluiu.

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