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Analista critica imprensa e culpa movimentos sociais pelo desabamento

Flavio Morgenstern já foi colunista do Instituto Liberal e atualmente edita o portal independente ‘Senso Incomum’; ele é autor do livro ‘Por trás da máscara’, cujo objeto foram as manifestações de 2013

- Publicado no dia
Foto: Reprodução/IG

O analista político e escritor Flavio Morgenstern, ex-colunista do Instituto Liberal, publicou uma dura análise sobre o desabamento do edifício Wilton Paes de Almeida, no centro de São Paulo, na madrugada desta terça-feira (1º). Editor do portal Senso Incomum, Morgenstern responsabilizou movimentos sociais pela tragédia e criticou a mídia pela cobertura do fato. [1]

“Sedizentes ‘protetores dos pobres’, tais movimentos usam pobres como peões e infantaria descartável, enquanto seus líderes moram muito bem e obrigado, bem longe dali, e ganhando eleições em nome da ‘proteção’ de quem morava em condições que só não podem ser descritas como ‘escravidão’ porque cobravam aluguel”, escreveu, questionando em seguida: “Como um movimento que seria supostamente de ‘pobres sem teto’ poderia cobrar aluguel?”


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Morgenstern referiu-se a relatos de que o Movimento Moradia Digna, organizador da invasão, cobrava taxas mensais dos sem-teto. A informação foi repercutida em portais como o IG e o blog O Antagonista e dão conta de que os valores variavam de R$ 150 a R$ 400 mensais. [2][3]

“Seis reuniões foram feitas com lideranças da invasão, alertando para os riscos. Os líderes impediram. Entretanto, o maior responsável não é citado pela imprensa de forma alguma: os próprios movimentos sociais que, ora, colocaram aquelas pessoas ali”, opinou.

Crítica à imprensa

O analista político também comentou sobre a suposta proibição de os moradores entrarem e saírem do prédio a partir das 19h. “Onde estará [o jornalista] Leonardo Sakamoto, aquele que fala tanto em ‘trabalho análogo à escravidão’, para exigir responsabilização dos coordenadores destas invasões?”

“É curiosa a forma como a mídia se refere às autoridades do poder público em casos como este, sempre buscando alguém a quem inculpar (e as autoridades, jogando umas para as outras qualquer fagulha de responsabilidade). Ora, o poder público realmente tem culpa por omissão, mas qualquer pessoa que já viu notícias sobre invasões (sempre chamadas erroneamente de ‘ocupações’) no Brasil sabe: basta uma entidade entrar com uma ordem de despejo para, quinze minutos depois, haver uma liminar suspendendo a ordem, com centenas de ‘movimentos sociais’ esbravejando que algum governo ‘fascista’ está ‘desapropriando’ os pobres de ‘moradia'”, observou.

Morgenstern também reclamou de a imprensa não “exigir a responsabilidade” das lideranças do movimento: “O MST, o MTST e suas subdivisões atuam sem medo por serem ‘inexistentes’ juridicamente. Alguma hora a mídia precisa também perder o medo, não comprar o nome bonitinho com o qual eles se auto-descrevem e exigir a responsabilidade de tais lideranças, geralmente ricaças, por seus crimes, e nenhum deles é maior do que colocar vidas em risco”.

Leia a análise completa de Flavio Morgenstern clicando aqui.

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