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Rápido no Gatilho: capa de ‘Veja’ ignora João Amoêdo e ele responde

Pré-candidato à presidência da república tem tido um excelente desempenho nas redes sociais: performance em engajamento e acumulação de novos seguidores se destacam até contra outros pré-candidatos

- Publicado no dia
Capa original da revista Veja (à esquerda) e fotomontagem feita pela equipe da página de João Amoêdo (á direita) (Foto: Reprodução/Facebook)

Se tem um campo onde até os adversários precisam reconhecer que João Amoêdo vai bem, é nas redes sociais. O pré-candidato à presidência da república pelo NOVO tem uma página no Facebook em franco crescimento e rápida em surfar nos assuntos do momento. O mais recente deles é a capa da nova edição da revista Veja, que ignorou Amoêdo entre os pré-candidatos a presidente para 2018. [1]

Em menos de uma hora, sua equipe produziu uma montagem com a foto de Amoêdo embaixo de uma manga, respondendo ao questionamento da revista sobre “Quem ganha esse jogo?”. A publicação propôs, originalmente, uma comparação da disputa eleitoral a um jogo de cartas. Rapidamente, a imagem viralizou. [2]

Na última quarta-feira (11), a página de João Amoêdo agradeceu ao apoio dos seguidores do Facebook. De acordo com dados extraídos pela Social Bakers, o fundador do NOVO mostrou que ele foi o pré-candidato à presidência da república cuja página mais cresceu nos últimos 30 dias. Foram mais de 230 mil novos fãs, que hoje se somam a cerca de 700 mil. [3]

Parte do segredo do sucesso é que, embora em número de seguidores esteja bem atrás da de outros candidatos, como Jair Bolsonaro (5,3 milhões), pré-candidato à presidência da república pelo PSL, a fanpage de Amoêdo vai bem em engajamento.

Nos últimos 7 dias, segundo apurado pelo Boletim da Liberdade com dados do próprio Facebook, Amoêdo conseguiu 366,2 mil envolvimentos (comentários, reações ou compartilhamentos) enquanto que Bolsonaro, que tem uma página sete vezes maior em seguidores, engajou apenas 2,2 vezes mais.


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Os resultados marcam uma nova fase para a utilização das redes pelo NOVO. Em certa medida, segundo fontes ouvidas pelo Boletim, essa virada veio após a formação do Livres. Surgido como uma renovação do então Partido Social Liberal, o marketing do Livres foi muito elogiado e obteve rápido crescimento. Parecido com o que o NOVO tem conseguido nos dias atuais.

Por outro lado, a aposta no NOVO nas redes ainda é uma incógnita quanto à eficácia real nas urnas. Diferente de Bolsonaro, que lidera as pesquisas de intenção de voto, gerando manifestações espontâneas Brasil afora, Amoêdo ainda não ultrapassou a faixa de 1%. Em fevereiro, o pré-candidato à presidência da república pelo NOVO revelou que o primeiro objetivo era chegar no patamar dos 5%. E aí, resta a pergunta: o quanto o Facebook será capaz de agregar? Façam suas apostas.

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