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Líder do MBL diz que Bolsonaro ‘não encara nenhuma briga de verdade’

Declaração teria sido dada no último domingo (25) durante conferência regional que o Movimento Brasil Livre organizou em Cuiabá, capital do Mato Grosso; Santos teria ainda feito comparação de Bolsonaro a um animal

- Publicado no dia
Renan Santos e Kim Kataguiri (Foto: Aline Ribeiro / Época)

Um dos principais líderes do Movimento Brasil Livre – e também um dos mais reclusos -, Renan Santos fez declarações fortes sobre o pré-candidato à presidência da república Jair Bolsonaro neste domingo (25). De acordo com o que foi publicado no portal O Livre, Santos afirmou que Bolsonaro seria um “gatinho em pele de leão” por “não encarar nenhuma briga de verdade”.

Renan esteve em Cuiabá, no Mato Grosso, ao lado de Flavio Rocha, Kim Kataguiri, Fernando Holiday e Arthur do Val participando de um congresso regional do MBL. Na ocasião, ele também teria afirmado que Bolsonaro “só briga com mulher e bate boca com os gays”. “Briga política você não vê ele em nenhuma”, opinou. [1]


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Perguntado sobre o que seria uma briga política, Santos teria dado como exemplo as reformas trabalhistas e previdenciária, pautas que o MBL defendeu. Ainda segundo O Livre, o coordenador do MBL teria imitado Bolsonaro: “Reforma? Não, não. Vai me deixar mal com os eleitores.”

Direita dividida?

Por trás da hostilidade entre o MBL e Jair Bolsonaro, está em jogo uma disputa de influência na direita brasileira – ou, especialmente, nas redes sociais. Isoladamente, o MBL é líder em engajamento no Facebook – semanalmente, são cerca de 1 milhão de pessoas que curtem, comentam e compartilham seus conteúdos. Com o dobro de seguidores do MBL, Jair Bolsonaro tem uma atuação bem menos eficiente: produz menos conteúdo e engaja a metade das pessoas do que o movimento liderado por Renan e Kim.

Além disso, personalidades apoiadas por Bolsonaro, como Alexandre Frota, já declararam guerra ao MBL. E o MBL, por sua vez, já deixou claro que pretende apoiar algum candidato presidencial, o que pode enfraquecer a hegemonia de Bolsonaro na rede, território que o parlamentar pretende usar e abusar para transmitir suas ideias de campanha.

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