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Grupo de liberais em torno de Jair Bolsonaro pode estar perdendo força

Reportagem do jornal 'Valor Econômico' dá conta de que há divisão interna entre o círculo mais próximo do parlamentar; saída do Patriota pode ser reflexo da perda de espaço de liberais
(Foto: Abril e Editoria de Arte Boletim da Liberdade)
(Foto: Abril e Editoria de Arte Boletim da Liberdade)
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Com o cada vez mais provável abandono do projeto Patriota por parte de Jair Bolsonaro, perde força também o círculo de liberais que, ao longo dos últimos anos, endossava internamente a candidatura do parlamentar ao Planalto. O esfriamento se aprofundou em meados de dezembro.

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De acordo com informações trazidas pelo jornal Valor Econômico e confirmadas pelo Boletim da Liberdade, haveria inclusive diferenças marcantes entre os filhos do pré-candidato à presidência. Segundo a publicação, em certa ocasião, o deputado chegou a “enquadrar” um deles. [1]

Em novembro, o Boletim procurou o economista Paulo Guedes para tratar das especulações em torno de seu nome sobre assumir o Ministério da Fazenda no caso da eleição de Bolsonaro, mas não obteve resposta. Guedes é um dos fundadores do Instituto Millenium e PhD pela Universidade de Chicago. [2]

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Adolfo Sachsida, por sua vez, tido como instrutor na área econômica do parlamentar, não deve se dedicar como assessor de Bolsonaro nas eleições. Na virada do ano, o pesquisador do IPEA anunciou que deve concorrer novamente em 2018 ao cargo de deputado distrital. [3]

Boletim da Liberdade procurou o advogado Bernardo Santoro, ex-presidente do Instituto Liberal e secretário-geral do Patriota, para ouvir sua versão do assunto. Ainda não obteve resposta. [4]

Em dezembro, Sachsida lamentou abandono do Patriota

No dia 22 de dezembro, Sachsida disse ter sido pego de surpresa com a notícia da possibilidade de Bolsonaro ir para o PSL. “Quem perde é o Brasil”, escreveu. Para o economista, o Patriota estava se tornando um partido liberal-conservador e mesmo que Bolsonaro perdesse as eleições, estaria consolidando um partido forte. Ao mesmo tempo, o PSL/Livres estava se tornando um partido libertário. [5]

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Adolfo Sachsida também afirmou que a mudança de partido gerará perdas para Bolsonaro: “Ao ir para o PSL/Livres, teria que recomeçar o trabalho que foi feito na mudança do antigo PEN para o novo Patriota. Além disso, a confusão gerada sempre irá levantar críticas que irão atrapalhar desnecessariamente sua campanha”.

Como anunciado pela revista Época nesta quinta-feira (4), já estaria sendo até discutido a possibilidade da refundação do PSL ao mesmo exemplo do que foi feito com o PEN, em agosto. Agora, porém, em vez de “Patriota”, o novo partido de Bolsonaro poderia se chamar “Mobiliza” ou “Republicano”. [6]

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