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Presidente do PSL/Livres chama de ‘orgulho’ vinda de Bolsonaro ao partido

Declaração dada por Luciano Bivar à revista ‘Época’ gera constrangimentos e pode marcar um duro golpe na credibilidade do movimento ‘Livres’, que promete uma renovação completa no PSL

- Publicado no dia
Jair Bolsonaro, de possível mudança ao Livres (Foto: Editoria de Arte)

Dando fim – ou não – à especulações sobre a inusitada transferência do pré-candidato à presidência da república Jair Bolsonaro ao PSL/Livres, o presidente do partido, também deputado federal, Luciano Bivar, deu uma declaração polêmica nesta sexta-feira (22).

Ao repórter Nonato Viegas, da revista Época, Bivar teria afirmado que “a possibilidade de o deputado [Jair Bolsonaro] vir para o nosso partido [PSL] e concorrer para presidente nos enche de orgulho” [1]


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Caso a declaração seja confirmada, representa um duro golpe no movimento político liberal que prometia renovar o PSL – renovação essa que nunca foi completa e sequer chegou a assumir o controle total do partido. O Livres nunca escondeu forte oposição à Jair Bolsonaro, inclusive por meio de charges, e buscou durante sua existência posicionar-se como defensor do liberalismo econômico e das liberdades individuais, como a legalização da maconha.

Na última quarta-feira (20), após a declaração de Bolsonaro que estaria “90% fechado com o PSL” devido a discordâncias com o PEN/Patriota, o PSL/Livres publicou uma nota negando a informação. Uma das lideranças do partido, Fabio Ostermann, chegou a chamar Bolsonaro de “vigarista” por criar um “factóide” para “se alavancar nas suas barganhas obscuras”. Ao Boletim da Liberdade, um diretor ligado ao Livres chegou a dizer que a nota havia sido publicada com a concordância de Bivar e que, por isso, não “havia necessidade dele vir à público”.


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As possíveis portas abertas para Bolsonaro ao PSL confirmam a versão antecipada por duas fontes ouvidas pelo Boletim da Liberdade na última quinta-feira (21). Preferindo não se identificar, elas anteciparam que a situação não era tão clara. O risco do insucesso político do Livres poderia, sim, estar afetando o futuro do projeto no partido. Com o surgimento da cláusula de barreira, aprovada em outubro, a pressão sobre resultados teria crescido consideravelmente e a vinda de Bolsonaro seria tentadora.

“Quem perde é o Brasil”, afirmou o conselheiro econômico de Jair Bolsonaro sobre a transferência de Bolsonaro para o PSL/Livres (Foto: Reprodução/Facebook)

Portas abertas constrange, mas não é definitiva

Apesar da declaração polêmica de Luciano Bivar gerar um mal estar e a percepção de que o partido pode, a qualquer momento, ser vendido, em vez de cumprir sua promessa de renovação total, nada está confirmado. Em entrevista ao UOL, Bolsonaro teria afirmado nesta sexta-feira (22) que “tem vários partidos interessados” e que estaria ainda “estudando qual é a melhor opção” [2].

Em seu blog, o economista Adolfo Sachsida, conselheiro econômico de Bolsonaro, disse ter sido pego de surpresa com a notícia e lamentou a decisão. “Quem perde é o Brasil”, escreveu. Para Sachsida, o Patriota estava se tornando um partido liberal-conservador e mesmo que Bolsonaro perdesse as eleições, estaria consolidando um partido forte. Ao mesmo tempo, o PSL/Livres estava se tornando um partido libertário. [3]


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“Da mesma maneira que o Brasil carece de um partido forte representando o centro conservador-liberal, também carece de um partido representando ideias libertárias. Da mesma maneira que o Patriota fortaleceria nossa democracia, levando representatividade dos conservadores-liberais para a arena política, o mesmo aconteceria com o PSL/Livres que daria representatividade política ao grupo libertário”, escreveu.

O economista também afirmou que a mudança de partido gerará perdas para Bolsonaro: “Ao ir para o PSL/Livres, teria que recomeçar o trabalho que foi feito na mudança do antigo PEN para o novo Patriota. Além disso, a confusão gerada sempre irá levantar críticas que irão atrapalhar desnecessariamente sua campanha”.

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