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Sem confirmar ainda filiação, Bolsonaro lança o ‘Patriota’, o futuro do PEN

Discurso foi transmitido ao vivo pelo Facebook, sendo visto por mais de quinze mil pessoas simultaneamente
Foto: Reprodução / YouTube
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“Temos que ter lá um estadista. Alguém que invista em pesquisa. Alguém que acredite em seu povo.” Essas foram algumas das palavras que o deputado federal Jair Bolsonaro entonou em seu discurso nesta quinta-feira (10) no lançamento do “Patriota”, no Rio de Janeiro, marca pela qual o Partido Ecológico Nacional deverá ser chamado em breve.

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Não admitindo ainda filiação (apenas um “namoro”, nas palavras do deputado), Bolsonaro falou de assuntos como nióbio, grafeno, “transposição do Rio Amazonas para o semiárido” e desarmamento. Reforçando a ideia de ter um militar no Ministério da Defesa, o parlamentar mostrou preocupação com a exploração de estrangeiros dos recursos naturais brasileiros. “Ser liberal não é ser entreguista”, comentou.

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Já chamado de “presidente” pelo atual líder do partido, Adilson Barroso, Bolsonaro falou que é “muito mais conciliador do que pensam”. “Sou muito mais ‘humildade’ do que muitos por aí, que sabem de tudo. Talvez eu saiba um pouco de muito. E muito de pouco. E essa capacidade que Deus me deu, continuarei usando para o bem de vocês. Nós podemos errar. Quem não erra? E quem não sofreu nenhuma injustiça na vida? Eu sou um exemplo. E hoje, nós aqui, e eu estando a frente, somos uma grande ameaça para o atual estado de coisas que estão no país”, discursou.

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Além de pedir o voto impresso, mencionando suspeitas sobre o atual voto eletrônico, Jair Bolsonaro confirmou a saída do PSC e torceu para o relacionamento dar certo no novo partido. “Estou me desligando do PSC. Deixo lá muitos amigos. Mas não se toca mais no assunto. Espero que dê certo agora, no PEN. Eu não sou um patinho feio. Sou um patinho horroroso! Mas tenho orgulho do meu passado.”

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Mesmo ainda sem deixar totalmente claro se vai ingressar ou não ingressar no PEN, parecendo ainda haver negociação não resolvida, Bolsonaro falou sobre o que pretende para o “Patriota”: “Não vai ser um partido de porteiras abertas para quem quer entrar. Não vai ser local para eleger ou reeleger gente que não tenha passado. Os oportunistas aparecem, mas nós temos que barrá-los. Ainda mais levando em consideração a reforma eleitoral. Dependendo do que acontecer, nós vamos partir para a filiação da garotada pelo Brasil todo. Porque existem velhas raposas que querem apenas se reeleger e depois se vender para o governo. Com a ajuda do povo, precisamos fazer uma boa bancada de deputados federais.”

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