O cálculo que a terceira via não fez – Colunas – Boletim da Liberdade
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O cálculo que a terceira via não fez

18.01.2022 02:31

Que o pré-candidato à Presidência da República Sérgio Moro recebe salário proveniente do Fundo Partidário já é notícia velha. Mas, a justificativa do ex-juiz para tal recebimento não parece ter sido suficientemente refutada. É o que nos propomos a fazer neste artigo que inaugura a nossa coluna no Boletim da Liberdade.

Pois bem.

“Eu tenho que ter alguma fonte de subsistência que seja lícita”, justifica Moro, haja vista não ter enriquecido no exercício da carreira jurídica, tampouco em sua breve carreira como Ministro da Justiça. Justo!

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Mas, receber salário do Fundo Partidário seria a única fonte de subsistência possível para o ex-juiz? A única?

Claro que não!

Faltou um simples cálculo e que coloca em risco a candidatura que se coloca como a mais provável de romper com a polarização ao aceitar recursos do Fundo Partidário.

Então… vamos ao cálculo!

O salário de Sérgio Moro pago pelo PODEMOS é de cerca de R$15.000,00 (quinze mil reais), depois dos descontos.

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Ora! Apesar da situação caótica em que se encontra o País, para alguém com o currículo de Moro, qualificação profissional e popularidade nacional, não faltariam invejáveis colocações no mercado de trabalho e com salários certamente superiores aos R$15.000,00 (quinze mil reais) provenientes do Fundo Partidário.

Empresários bem-sucedidos compõem os quadros do PODEMOS. Será que não passou pela cabeça de nenhum deles promover eventos restritos e pagos, como por exemplo, conferências e seminários para Sérgio Moro palestrar?

Não é exagero dizer que com menos de 3 palestras ao mês a necessidade de subsistência de Sérgio Moro já estaria assegurada e sua imagem ainda mais distante de figuras como Lula e Ciro Gomes que também recebem salários provenientes desse fundo imoral.

Além disso, estamos na era dos cursos online que contam com uma escalabilidade incomparável. O ex-juiz não perderia nem um mês entre escrever e gravar um curso sobre o combate à corrupção e ainda oferecer um bônus sobre os bastidores da Lava-Jato com participações especiais.

Um bom celular é o suficiente e não seria difícil encontrar pessoas dispostas a colaborar com o ex-ministro para os trabalhos de edição e lançamento desse material.

Com 2,5 milhões de seguidores no Instagram e um ticket médio de até R$300,00 (trezentos reais) não seria difícil vender mil cursos, o número mágico dos produtores de conteúdo.

Seria certamente um meio de subsistência não só lícito como também mais inteligente do ponto de vista político do que usar Fundo Partidário.

Faltou cálculo.

Mais do que de um partido, Sérgio Moro precisa mesmo é de um bom empresário!

Mas 2022 está apenas começando e ainda é tempo de mudar os rumos do discurso e das atitudes. Do contrário, o cálculo vai dar negativo.

Foto: katemangostar