Dificilmente vamos converter o voto de um esquerdista. Os fatos que obviamente são ruins para nós, não são ruins aos olhos deles. Esse pessoal, quando vai para Cuba, volta dizendo que lá é o paraíso. Mas tudo bem, não precisamos dos votos deles. Flávio já ganhou, a menos que o STF interfira.
Entretanto, esses dias caóticos entre o 1° e o 2° turno estão servindo para mostrar algumas coisas. Incoerências, é claro. A esquerda diz que Flávio é corrupto, mas o Lula é ex-presidiário, assumidamente ladrão. Diz que o Flávio é contra as mulheres, mas o Lula é que ama o Hamas e o regime muçulmano que tortura mulheres.
E por quê essas incoerências não são suficientes para converter votos? Porque o problema está na raiz da coisa. E a raiz da coisa é a minha área de estudo: a filosofia. A filosofia por trás das crenças e visões de mundo. Será que esquerda e direita desejam o mesmo paraíso e só discordam dos meios para obtê-lo? Ou será que o paraíso da esquerda é o inferno da direita, e vice versa?
No cerne do pensamento de quem faz o L está a ideia de que quem está melhor financeiramente é um explorador. Está a raiva de ser subordinado ao chefe na empresa, mas também a vontade de que todo mundo que começa a empreender, se tornando o próprio chefe, pague impostos abusivos que dificultam o processo. Está também a crença de que o crime só existe porque bandidos são vítimas da sociedade. Eles não acreditam que as pessoas escolhem ser boas ou ruins. Eles não assumem a responsabilidade nem pelo próprio comportamento, mas querem governar o país em que você vive.
Então, a intensidade em que estamos lutando por essas eleições precisa ser a mesma com que lutaremos pelas próximas. Nosso trabalho eleitoral não deve acabar dia 25/10. Precisamos varrer a esquerda do lugar que ela ainda domina: a educação.
Afinal, é na educação que se formam as filosofias das pessoas, que refletem nas urnas. Quem influencia a formação filosófica de uma sociedade influencia também sua concepção de liberdade, justiça, prosperidade, responsabilidade e verdade. Se queremos mudar o Brasil, precisamos que a direita no poder entenda que nossa prioridade é acabar com a doutrinação socialista/progressista na educação brasileira.
Até lá, tenhamos esperança de que os fatos possam converter alguns votos sim, mesmo dos mais radicais socialistas. E quem sabe, com a direita no poder, a vida melhore tanto pros esquerdistas, que eles vejam que, afinal, nosso mundo melhor também pode ser o deles.
Acho que aqui está a questão. No nosso mundo melhor, eles têm espaço e são beneficiados. Mas no deles, nós estamos mortos. E não acredite nos que dizem que não. Está escrito isso nos livros dos filósofos que criaram a filosofia deles.


