Candidata a deputada estadual por São Paulo, Luciana Lippi coloca a redução do peso do Estado e a defesa da liberdade econômica entre as principais bandeiras de sua campanha à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Entre as propostas apresentadas estão o combate ao desperdício e à burocracia, redução responsável da carga tributária, ampliação das escolas cívico-militares, educação financeira e empreendedorismo na rede estadual, maior participação da iniciativa privada e investimento em tecnologia no enfrentamento ao crime organizado.
Em entrevista em formato pingue-pongue ao Boletim da Liberdade, Lippi detalhou como pretende transformar essas bandeiras em atuação parlamentar e afirmou que pretende adotar critérios ligados à responsabilidade individual, propriedade privada, liberdade econômica e limitação do poder estatal na hora de definir seus votos na Alesp.
Confira a entrevista:
Boletim da Liberdade — Sua campanha traz como uma das principais bandeiras “menos imposto, mais dinheiro no seu bolso”. Na prática, como pretende viabilizar essa redução sem comprometer as contas públicas?
Luciana Lippi — “Menos imposto, mais dinheiro no seu bolso” não é apenas um slogan, é uma visão de Estado. Antes de discutir aumento de impostos, o governo precisa gastar melhor o que já arrecada. Como deputada, quero fiscalizar orçamento e despesas e trabalhar pela redução da carga tributária estadual sempre que houver espaço fiscal, especialmente onde ela pesa sobre consumo, produção e empreendedorismo.
Redução responsável de impostos precisa vir acompanhada do combate ao desperdício. O caminho é gastar menos, gastar melhor e deixar mais dinheiro com quem o produziu.
Boletim da Liberdade — Onde estão os principais excessos do Estado e como tornar a máquina pública menor e mais eficiente?
Luciana Lippi — Eu resumo assim: o Estado gasta, você paga. Uma das principais funções do deputado é fiscalizar. Quero olhar para contratos, despesas, estruturas, cargos e programas que consomem recursos sem entregar resultados proporcionais à população.
Também precisamos simplificar a vida de quem produz. Burocracia custa tempo, dinheiro e empregos. O Estado precisa ser menor onde atrapalha e eficiente onde é indispensável.
Boletim da Liberdade — O que precisa mudar na educação pública paulista?
Luciana Lippi — A escola precisa voltar a preparar o jovem para a vida. Defendo educação financeira e empreendedorismo na rede estadual e a ampliação das escolas cívico-militares. O jovem precisa entender juros, endividamento, impostos, investimentos e como funciona uma empresa.
Como ex-professora universitária e cientista de formação, acredito que ensinar é dar conhecimento e ferramentas para que o aluno construa suas próprias conclusões, não impor convicções político-partidárias. Educação não deve ensinar o jovem o que pensar. Deve ensiná-lo a pensar.
Boletim da Liberdade — Até onde a iniciativa privada pode assumir funções hoje desempenhadas pelo Estado?
Luciana Lippi — Eu parto de uma pergunta simples: por que o Estado deve fazer aquilo que a iniciativa privada consegue fazer melhor, mais rápido e com menor custo? O Adote São Paulo pretende ampliar parcerias para conservação e melhoria de espaços públicos, com transparência e regras claras.
Também sou favorável a concessões, PPPs e privatizações quando significarem melhores serviços, investimento e economia. Meu compromisso não é com uma empresa ser estatal. É com quem paga a conta e utiliza o serviço.
Boletim da Liberdade — O que falta para combater o crime com mais eficiência?
Luciana Lippi — Não podemos combater o crime do século XXI com ferramentas do século passado. Precisamos investir em inteligência, integração de dados, tecnologia, investigação e estrutura para atingir não apenas quem está na ponta, mas o comando e principalmente o dinheiro do crime organizado.
E quem protege a população precisa saber que o Estado também vai protegê-lo quando agir dentro da lei. Policial precisa de equipamento, treinamento e respaldo jurídico. O Estado precisa ser duro com o criminoso e justo com quem protege o cidadão.
Boletim da Liberdade — Quais critérios orientarão seus votos na Alesp?
Luciana Lippi — Discurso liberal em campanha é fácil. O teste acontece na votação. Antes de apoiar qualquer aumento da atuação estatal, vou perguntar: isso precisa mesmo ser feito pelo Estado? Quanto custa? Quem paga? Vai criar imposto, burocracia, cargo ou dependência? Existe uma solução que preserve mais liberdade?
Acredito em responsabilidade individual, propriedade privada, liberdade econômica e Estado limitado e eficiente. O dinheiro pertence primeiro ao cidadão, não ao governo; a liberdade pertence primeiro ao indivíduo, não ao Estado. Meu compromisso é menos Estado na vida de quem trabalha e produz e um Estado forte naquilo que realmente precisa fazer.
Ao longo da entrevista, Lippi apresentou a redução do tamanho e do custo do Estado como um eixo transversal de sua candidatura, passando por áreas como tributação, educação, segurança e prestação de serviços públicos. A candidata também afirmou que pretende levar esses princípios para as votações na Assembleia, questionando, diante de novas propostas, seus custos, a criação de impostos ou burocracias e a possibilidade de soluções que preservem maior liberdade ao cidadão.


