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ILM e ANAEMN criticam reajuste de 24% em radiofármacos e pedem suspensão de resolução da CNEN

No documento, as instituições argumentam que o reajuste foi aprovado sem consulta pública e sem a divulgação da memória de cálculo que justificaria o percentual aplicado
Radiofármacos
Foto: Reprodução

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O Instituto Livre Mercado (ILM) e a Associação Nacional de Empresas de Medicina Nuclear (ANAEMN) divulgaram, nesta quinta-feira, 25, uma carta de repúdio contra a Resolução nº 354/2026 da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), que determina aumento de 24% nos preços dos radioisótopos e radiofármacos fornecidos pelo órgão a partir de 1º de agosto.

Na carta, ILM e ANAEMN afirmam que a medida vai encarecer exames e tratamentos de medicina nuclear, afetando clínicas, hospitais e pacientes que dependem desses procedimentos para diagnóstico e acompanhamento de doenças como câncer e problemas cardíacos.

No documento, as instituições argumentam que o reajuste foi aprovado sem consulta pública e sem a divulgação da memória de cálculo que justificaria o percentual aplicado. Também destaca que a produção de radiofármacos no Brasil é concentrada e que os prestadores de serviço enfrentam dificuldades para absorver novos custos devido à defasagem das tabelas do SUS e dos contratos com operadoras de saúde.

A carta pede a suspensão imediata da resolução, a publicação dos estudos técnicos que embasaram a decisão e a abertura de diálogo com representantes do setor antes da entrada em vigor da medida.

ILM e ANAEMN afirmam que sem revisão da decisão, o aumento comprometerá a oferta de serviços de medicina nuclear em diversas regiões do país e dificultar o acesso dos pacientes a exames e tratamentos essenciais.

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