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Liberais criticam volta das coligações, aprovada na Câmara

Retomada das coligações para cargos proporcionais foi aprovada na Câmara dos Deputados após acordo para derrubada do distritão
Plenário da Câmara dos Deputados (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)
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Sob protestos de liberais, a Câmara dos Deputados aprovou a volta das coligações nas eleições proporcionais na noite desta quarta-feira (11).

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A medida veio à reboque da derrubada do modelo “distritão” na Proposta de Emenda à Constituição 125/11, cujo texto-base foi aprovado por 339 a 123 no Plenário. [1]

Considerado um dos piores modelos eleitorais do mundo, a derrubada do “distritão” foi celebrada por liberais.

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O “distritão” previa eleição majoritária (apenas entre os mais votados) para todos os cargos legislativos. Com isso, desconsiderava os votos obtidos pelo demais candidatos dos partidos políticos, o que enfraqueceria siglas mais ideológicas.

A retomada das coligações para cargos proporcionais, que foi instituída na minirreforma eleitoral de 2017 e começou a entrar em vigor em 2020, por outro lado, veio associada a críticas.

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Reações

Para o deputado federal Alexis Fonteyne (NOVO/SP), as coligações proporcionais “distorcem ainda mais a tradução da vontade do eleitor em votos”. [2]

O deputado estadual Fábio Ostermann (NOVO/RS), por sua vez, avaliou que a volta das coligações foram fruto do “grande acordo” e que a discussão sobre o distritão “acabou servindo para dar poder de barganha para a velha política conseguir de volta” o modelo. [3]

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Tiago Mitraud (NOVO/MG), nas redes sociais, relembrou que a derrubada das coligações “não durou nem mesmo um ciclo eleitoral, mantendo fragmentação partidária e alianças fisiológicas”. [4]

Ligado ao Movimento Brasil Livre, o deputado federal Kim Kataguiri (DEM/SP) definiu a volta do modelo como um “verdadeiro retrocesso eleitoral”.

“A volta das coligações mantêm o cenário partidário como ele está hoje. Um monte de partidos políticos, um país ingovernável, e também o balcão de negócios de legendas que só são utilizadas para você, basicamente, ficar negociando tempo de televisão e formar chapa com partidos maiores, sendo que esses partidos não tem votos para se manterem por si próprios. Impedimos um retrocesso, mas tivemos outro. Um retrocesso menor do que o distritão, mas ainda sim um retrocesso”, reclamou. [5]

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A associação liberal Livres, por sua vez, defendeu a pressão sobre os senadores para a derrubada do destaque quando a medida for apreciada por aquela Casa. [6]

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