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Ex-ministro de Bolsonaro, general Santos Cruz faz dura crítica ao presidente

Absolvição do general Eduardo Pazuello por pressão do Planalto teria sido, na avaliação de Santos Cruz, "um passo na erosão das instituições'
O ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência, Carlos Alberto dos Santos Cruz (Foto: Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Ex-ministro da Secretaria de Governo de Jair Bolsonaro, Carlos Alberto dos Santos Cruz, general da reserva, criticou duramente nesta sexta-feira (4) a absolvição do general Eduardo Pazuello pelo Exército Brasileiro.

Em carta enviada à imprensa e também publicada nas redes sociais, Santos Cruz afirma que a medida “é uma desmoralização para todos nós” e que “houve um ataque frontal à disciplina e à hierarquia” militar.

Como se sabe, Pazuello, ainda estando na ativa e incorporado ao Exército, subiu em um carro de som na “motociata” de apoio ao presidente ocorrida no Rio de Janeiro no final de maio.





“[Foi] mais um movimento coerente com a conduta do Presidente da República e com seu projeto pessoal de poder. A cada dia, ele avança mais um passo na erosão das instituições”, criticou o militar.

Santos Cruz pontuou ainda que o fato de o militar não ser punido é um “desrespeito ao povo e ao Brasil” e que Bolsonaro “com sua conduta pessoal, procura desrespeitar, desmoralizar pessoas e enfraquecer instituições”.

“A politização das Forças Armadas para interesses pessoas e de grupos precisa ser combatida. É um mal que precisa ser cortado pela raiz”, disse. [1]

Veja, abaixo, a carta na íntegra:





“VERGONHA!

Ontem, 3 de junho de 2021, fui surpreendido com telefonemas e mensagens de dezenas de jornalistas sobre o encerramento do caso Pazuello. Em atenção ao trabalho que fazem, sempre respondo, mesmo que seja para informar que nada tenho a dizer. Mas ontem eu não disse nada. Por vergonha.

Por formação, me nego a fazer qualquer consideração sobre a decisão.

Sobre o conjunto dos fatos, é uma desmoralização para todos nós.
Houve um ataque frontal à disciplina e à hierarquia, princípios fundamentais à profissão militar. Mais um movimento coerente com a conduta do Presidente da República e com seu projeto pessoal de poder. A cada dia ele avança mais um passo na erosão das instituições.

Falta de respeito pessoal, funcional e institucional. Desrespeito ao Exército, ao povo e ao Brasil. Frequentemente, com sua conduta pessoal, ele procura desrespeitar, desmoralizar pessoas e enfraquecer instituições.

Não se pode aceitar a SUBVERSÃO da ordem, da hierarquia e da disciplina no Exército, instituição que construiu seu prestígio ao longo da história com trabalho e dedicação de muitos.
Péssimo exemplo para todos. Péssimo para o Brasil.
À irresponsabilidade e à demagogia de dizer que esse é o “meu exército”, eu só posso dizer que o “seu exército” NÃO É O EXÉRCITO BRASILEIRO. Este é de todos os brasileiros. É da nação brasileira.

A politização das Forças Armadas para interesses pessoais e de grupos precisa ser combatida. É um mal que precisa ser cortado pela raiz.

Independente de qualquer consideração, a UNIÃO de todos os militares com seus comandantes continua sendo a grande arma para não deixar a política partidária, a politicagem e o populismo entrarem nos quartéis.

Carlos Alberto dos Santos Cruz”

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