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Após suspensão, Sabará se diz ‘perseguido por ala esquerdista’ do NOVO: leia

Candidato, que já foi confirmado em convenção para disputar a Prefeitura de São Paulo pelo NOVO, afirmou ser perseguido por Amoêdo e aliados e também apontou que um dos motivos seria, de fato, ser de direita
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
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O Diretório Nacional do Partido Novo surpreendeu filiados de São Paulo na noite desta quarta-feira (23) anunciando que estava suspendendo os “direitos de filiado” de Filipe Sabará, candidato já confirmado à Prefeitura de São Paulo na capital paulista.

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A ordem seria fruto de uma decisão liminar da Comissão de Ética da sigla, que teria recebido uma denúncia que “corre em sigilo” contra o candidato. O partido pediu ainda a “suspensão de todas as ações de pré-campanha e campanha do candidato até que o assunto seja efetivamente julgado”, reforçando mais um capítulo de desgaste na candidatura de Sabará entre parte dos filiados.

Para Sabará, ouvido com exclusividade pelo Boletim da Liberdade, o ato é fruto de perseguição. E aponta culpados: entre eles, João Amoêdo, fundador da sigla e ex-presidente do NOVO, que já o criticou publicamente por causa de uma entrevista a um programa de rádio em que o prefeitável elogiou, com ressalvas, o ex-prefeito Paulo Maluf. Após a repercussão negativa, Sabará se desculpou.

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Na conversa com o Boletim, Sabará anunciou que vai “trabalhar para reverter” a decisão juridicamente para continuar com a candidatura e classifica sua perseguição por ser direita.

Sobre as acusações que tem sofrido, inclusive de um material sem autoria que circula nas redes com sugestões de que o pré-candidato “coloca seus interesses acima de tudo”, que usou “posição política para cooptar pessoas ativas no partido” e seria “blindado no diretório municipal”, Sabará promete “processar os responsáveis pela denúncia por calúnia, difamação, danos morais e perdas e danos”. Confira a entrevista com o candidato a seguir, na íntegra:

Boletim da Liberdade: Essas informações procedem? Você chegou a ser comunicado oficialmente de algo?

Filipe Sabará: Estou sendo perseguido pelo João Amoêdo e por uma ala esquerdista minoritária do Partido NOVO, por ser uma pessoa de direita.

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João Amoêdo, fundador e presidente do NOVO, ao lado de Filipe Sabará em foto antiga (Foto: Reprodução/Facebook)

Boletim da Liberdade: Como você vê essas críticas? Como responderia a elas? Sabe quem está por trás?

Filipe Sabará: As críticas são infundadas. Trata-se de material apócrifo produzido inclusive sem assinatura por aliados do João Amoêdo, que são de uma ala minoritária de esquerda do NOVO.

Boletim da Liberdade: Na sua compreensão, isso vai afetar como sua candidatura à Prefeitura de São Paulo?

Filipe Sabará: Estou entrando com todos os meios jurídicos e medidas judiciais tanto para reverter a situação da liminar, quanto para processar os responsáveis pela denúncia, por calúnia, difamação, danos morais e perdas e danos. Infiltrados do MBL também estão nesse grupo de pessoas que estão tentando me derrubar.

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Boletim da Liberdade: Você acredita que conseguirá levar sua candidatura à frente mesmo com uma possível oposição do Diretório Nacional e do fundador do partido?

Filipe Sabará: Vamos trabalhar para reverter e seguir com a candidatura juridicamente.


O que dizem os citados: o Boletim da Liberdade procurou o ex-presidente do NOVO, João Amoêdo, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. Renato Battista, coordenador do MBL e ligado à campanha de Arthur do Val, afirmou que “não existe a possibilidade” de se ter infiltrados do grupo no NOVO. “Nós estamos dedicados à campanha do Arthur: propositiva e sem intenção de brigar com um partido que tem tantas semelhanças conosco”, disse.

Em janeiro, o Boletim da Liberdade entrevistou, em vídeo, Filipe Sabará. Confira:

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