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Amoêdo diz ‘esperar’ que mandatários e candidatos ‘questionem o presidente’

Fundador e ex-presidente do Partido Novo tem se destacado como voz crítica a Jair Bolsonaro e revelou expectativa sobre posicionamento claro de nomes ligados ao NOVO; Romeu Zema ainda não se manifestou
(Foto: Boletim da Liberdade)
(Foto: Reprodução/YouTube)

Fundador e ex-presidente do Partido Novo, João Amoêdo deixou um recado nas redes sociais na noite do último domingo (23): tem expectativa de que os mandatários e “futuros candidatos” do partido “questionem o presidente, em especial os mais ativos nas redes”. [1]

“Esse é o papel dos que desejam um país onde todos são iguais perante a lei”, pontuou Amoêdo, retuitando lideranças da sigla que, a exemplo de outros internautas, estão replicando nas redes sociais a pergunta que tanto incomodou Jair Bolsonaro: o por quê sua esposa Michelle teria recebido mais de R$ 80 mil em sua conta depositados por Fabrício Queiroz.

No domingo (23), Jair esbravejou a um repórter do jornal O Globo ter vontade de agredí-lo após o profissional ter feito a pergunta sobre Michelle e Queiroz.





Preso em regime domiciliar, o ex-assessor de Flávio Bolsonaro é suspeito de comandar um esquema de desvio de dinheiro público que envolveria os gabinetes parlamentares do então deputado estadual, principalmente, e até de seu pai, o então deputado federal Jair Bolsonaro.

Foto: Reprodução/Twitter

Após a publicação de Amoêdo, diversas lideranças do NOVO se manifestaram críticas ao presidente. “Quem não deve, não se altera. O despreparo do presidente Jair Bolsonaro frente a qualquer provocação é assustador. É só jogar a isca que ele morde. Falta parcimônia, equilíbrio e tirar o dedo do gatilho. Falta também explicar as movimentações financeiras”, escreveu nas redes sociais o deputado federal Alexis Fonteyne (NOVO/SP) na manhã desta segunda-feira (24). [2]

Líder da bancada do NOVO na Câmara, o deputado federal Paulo Ganime (NOVO/RJ) também publicou, no início da tarde desta segunda-feira (24), uma crítica a Bolsonaro. “Ninguém deve ameaçar agredir alguém, muito menos um presidente da República. Pior ainda quando a ameaça se dirige a um jornalista cumprindo sua função”, acrescentou o parlamentar.

Com mais de 250 mil seguidores nas redes sociais e mandatário de maior projeção no país, o silêncio do governador Romeu Zema (NOVO), contudo, chama atenção. Até a publicação desta matéria, o último post do mandatário nas redes sociais foi na sexta-feira (21). A atitude, contudo, não gera estranhamento: em busca de um bom relacionamento com o governo federal, Zema é visto como o governador do Sudeste mais simpático a Bolsonaro, poupando-lhe sempre quando possível de críticas públicas.









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