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Maia faz declaração forte sobre relação do governo com o Congresso

Na avaliação do presidente da Câmara dos Deputados, o “governo só não caminhou para um afastamento definitivo por causa da crise” do coronavírus; ao Bradesco, político também fez previsão para o futuro

- Publicado no dia
Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ), afirmou que o Parlamento apóia as medidas de enfrentamento da crise da pandemia de Covid-19 e que todos os partidos querem ajudar nas soluções, mas ressaltou que o governo não tem mais apoio no Congresso e que, após a crise, precisará repactuar a relação com o Legislativo. Ele participou de teleconferência Bradesco BBI nesta quarta-feira (1). [1]

Segundo Maia, nas ações de curto prazo não haveria dificuldades de o governo aprovar projetos que tenham como foco o combate à crise do coronavírus, principalmente porque as propostas serão aperfeiçoadas pelos deputados e senadores. Maia ressaltou, no entanto, que em relação às medidas para o futuro, o governo terá dificuldade para formar maioria.


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O presidente disse ainda que o momento de crise é uma oportunidade para reconstruir a relação do Executivo com os demais poderes.

“A relação do Parlamento com o governo só não caminhou para um afastamento definitivo por causa da crise (do coronavírus). A crise é uma oportunidade para se reconstruir a relação com o governo e sair dessa agenda de movimentos que querem fechar o Parlamento, o Supremo, que a gente vê nas redes sociais que apoiam o governo. É preciso um freio de arrumação por parte de todos”, disse Rodrigo Maia.

“A crise pode ser uma oportunidade para que a gente consiga reduzir os danos na relação e superar esse momento mais conturbado, e ter uma relação de confiança. O Parlamento comandou as agendas mais importantes no ano passado e o que recebemos foram ataques agressivos no entorno do presidente (Jair Bolsonaro) nas redes sociais”, lamentou.

Decisões rápidas

Maia afirmou que o parlamento aprova as matérias que lhe cabem, mas algumas decisões dependem do governo. Ele disse ainda que essas decisões precisam chegar mais rápido aos que necessitam, sejam eles trabalhadores ou empresários.


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“Estou vendo anúncios do BNDES, por exemplo, que não estão chegando a lugar nenhum. Precisamos, de fato, pensar como ajudar o governo para que as coisas caminhem mais rápido”, afirmou o presidente.

Previsibilidade

Rodrigo Maia cobrou mais uma vez que o governo garanta previsibilidade pelos próximos 60 dias à sociedade, e criticou a falta de soluções por parte do governo para a questão da renda, do emprego e da liquidez das empresas.

“O governo não resolveu. Tem setores que desde o início estão com problemas, como as academias, as aéreas, o setor de shopping center. O governo deveria ter pensado nas restrições, mas também nas soluções (para esses setores)”, cobrou Maia.

“O governo tem que entender que, com orçamento de guerra, vai ter mais flexibilidade para tomar uma atitude heterodoxa. Ele precisa colocar dinheiro nas empresas, porque se demorar muito não vamos garantir o resgate necessário delas”, disse o presidente da Câmara.


Fonte: Agência Câmara de Notícias

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