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MBL publica vídeo com críticas a Olavo de Carvalho e teoria ‘terraplanista’

De acordo com o MBL, influenciadores como Olavo de Carvalho estão “ganhando dinheiro” com a “demonização” das academias e corporações científicas

- Publicado no dia
Olavo de Carvalho (Foto: Reprodução / Folha)

O MBL mostrou nesta quinta-feira (1) que sua pretensão de fazer vídeos mais explicativos não significa se esquivar das polêmicas. O movimento divulgou um vídeo criticando a adesão e divulgação, por parte de influenciadores de direita, de teorias conspiratórias e anticientíficas.

O vídeo sustenta que existe uma relação perigosa entre setores da direita e “teorias bizarras”, como a de que a ida do ser humano à Lua em 1969 foi uma farsa, o 11 de setembro foi causado pelo governo americano ou de que a Terra é plana. Para o MBL, essas teorias se conjugaram a um discurso exageradamente antiacadêmico de grupos de direita que conquistaram espaço através das redes sociais.

A declaração do presidente Jair Bolsonaro de que a publicação de dados sobre aumento do desmatamento pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais foi uma “atitude antipatriótica” e os dados são falsos é uma das evidências apontadas pelo MBL. O locutor do vídeo lamentou que “pessoas influentes dentro da direita”, que inclusive estão “dentro do governo”, estejam difundindo um comportamento conspiratório e anticientífico.

Olavo de Carvalho, que fez publicações sobre o assunto, é responsabilizado por, entre outras pessoas, divulgar a tese do chamado “terraplanismo” e aumentar a audiência de vídeos e canais sobre o assunto. Carlos Bolsonaro, vereador do Rio e filho do presidente, também aparece no vídeo quando o MBL critica o discurso de que os influenciadores de direita se apresentariam como “emissários da verdade ocultada” por “agentes malignos da imprensa, professores universitários” e outros atores sociais.


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Pavão Misterioso e R$ 600 milhões

Sobrou espaço no vídeo para criticar o que seriam “fake News”, histórias falsas que a direita também estaria se acostumando a divulgar. Uma delas seria a afirmação da jornalista Joice Hasselmann de que R$ 600 milhões teriam sido usados para comprar a capa da Revista Veja criticando Jair Bolsonaro durante as eleições, sendo que “a editora Abril estava em processo de falência e foi vendida por menos de R$ 100 mil”.

O MBL também mencionou os tweets da página Pavão Misterioso, que afirmou ter havido uma articulação entre o jornalista Glenn Greenwald e hackers russos, além de Edward Snowden, para hackear os celulares dos procuradores da Lava Jato e de Sérgio Moro, como uma “história sem pé nem cabeça”. Para o MBL, a divulgação desses tipos de conteúdo está prejudicando a credibilidade da direita e impedindo que liberais e conservadores discutam assuntos técnicos empregando bases técnicas.

O vídeo argumenta ainda que, rejeitadas em espaços acadêmicos e científicos, personalidades como Olavo de Carvalho se tornam ressentidas contra esses meios e “ganham dinheiro” com a “demonização dessas entidades”, desqualificando diversas afirmações científicas perante um público mais leigo e “se aproveitando de sua vulnerabilidade”.

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