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Irônico: Antigo PR, hoje ‘Partido Liberal’, quer tirar capitalização da reforma

Legenda pertencente ao centrão fisiológico da Câmara dos Deputados se rebatizou em 2019, mas apresentará projeto para desliberalizar reforma de Paulo Guedes que pode criar Previdência mais sustentável
(Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados)
CCJ analisa reforma da Previdência. Atualmente, projeto está sendo analisado no mérito na Comissão Especial (Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados)
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O Partido da República (PR) decidiu em 2019 se rebatizar para Partido Liberal. Embora ninguém tenha acreditado que a mudança tenha se dado por razões ideológicas da legenda – que, inclusive, constitui o centrão fisiológico da Câmara -, a mais recente movimentação no Congresso reforça a imagem nada liberal do partido. É que o agora PL deve lutar pelo fim da capitalização na proposta de reforma da Previdência enviada pelo ministro Paulo Guedes.

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Segundo informa o jornalista Gerson Camarotti, do portal G1, deputados federais do Partido Liberal estão articulando apresentar um texto substitutivo à reforma do governo. [1]

Dentre as mudanças que devem ser inseridas no novo texto, estariam a exclusão do regime de capitalização proposto por Guedes e a exclusão da vinculação da reforma nos regimes próprios de servidores públicos estaduais e municipais.

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Na prática, a medida não resolveria, se aprovada, com os problemas fiscais dos estados e municípios e, pior, impediria o novo modelo previdenciário, considerado mais saudável, sustentável e preferido por liberais.

No modelo de capitalização, defendido arduamente por Guedes, as novas gerações teriam suas reservas acumuladas em contas individuais, embora imobilizadas. Com isso, no longo-prazo, além de não correr risco de ver os recursos previdenciários esvaídos pelo modelo de repartição simples, que sustenta as gerações mais antigas, o país criaria uma poupança interna que atrairia mais investimentos.

Segundo Paulo Guedes, o regime de capitalização para os jovens vai ajudar a criar a “democratização da riqueza” e o “capitalismo popular”, pois o investimento estará pulverizado na sociedade. “É o dinheiro da própria pessoa aplicando na instituição onde ela quiser”, disse.

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