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Bolsonaro diz que divergências são normais e confia em Mourão

O presidente e o vice comentaram em tons diferentes as manifestações contra o contingenciamento das verbas para a Educação, mas Bolsonaro garante que estão em sintonia

- Publicado no dia
Bolsonaro e Mourão descem rampa do Planalto para comemorar 100 dias de governo (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

A quarta-feira (15) marcou mais um capítulo na trajetória de referências a um suposto distanciamento entre o presidente Jair Bolsonaro e seu vice, Hamilton Mourão. Bolsonaro, no entanto, tratou de abafar qualquer comentário nesse sentido e ressaltar sua plena confiança no militar do PRTB. [1] [2]

O motivo seria a posição dos dois sobre as manifestações que tomaram ruas pelo país contra o contingenciamento de verbas da Educação adotado pelo governo. O presidente, entrevistado em Dallas, onde se reuniu com o ex-presidente americano George Bush e foi receber uma homenagem da Câmara de Comércio Brasil – EUA, fez um comentário ácido sobre os manifestantes, referindo-se a eles como “idiotas úteis” e “massa de manobra”.

“A maioria ali é militante. Se você perguntar a fórmula da água, não sabe, não sabe nada. São uns idiotas úteis que estão sendo usados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo das universidades federais no Brasil”, disse Jair Bolsonaro.

Ao contrário do presidente, Mourão adotou um tom mais diplomático, dizendo que manifestações como essas fazem parte da vida democrática. Disse ainda, em referência à visita do ministro da Educação, Abraham Weintraub, ao Congresso, que o governo tem errado na “comunicação e agora é uma oportunidade, lá dentro do Congresso, que o ministro vai ter para explicar isso tudo.”


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Presidente confia no vice

Bolsonaro se apressou a dizer que o tom distinto não significa discordância fundamental sobre a matéria e que os dois estão alinhados. “Somos formados na mesma Academia Militar de Agulhas Negras, artilharia, somos paraquedistas. Temos muita coisa em comum. É normal até em casamento existir divergência”, garantiu o presidente, reforçando ainda que o vice tem feito “um papel muito bom e proveitoso para o Brasil”.

Determinados grupos e personalidades da coalizão que dá sustentação ao governo, entre eles o próprio filho do presidente, Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), vereador do Rio de Janeiro, vinham fazendo muitas críticas ao vice-presidente. No entanto, além de elogiá-lo, Bolsonaro ainda comentou a visita de Mourão à China, marcada para acontecer entre os dias 19 e 24 de maio.

“Tem toda a liberdade”, disse o presidente. “Nós confiamos nas tratativas dele”, garantiu, testemunhando confiança também na ministra da Agricultura, Tereza Cristina.

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