A Câmara dos Deputados realizou na manhã desta terça-feira (14) uma sessão solene em homenagem aos 131 anos da assinatura da Lei Áurea, que acabou com a escravidão no Brasil. O encontro, no entanto, que estava acontecendo de forma pacífica, foi interrompido por um grupo de ativistas e parlamentares de esquerda críticos ao posicionamento dos presentes ao evento – em sua maioria, do PSL, entre os quais o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL/SP).
No meio do discurso do deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL/SP), trineto da Princesa Isabel, um grupo de pelo menos 20 ativistas invadiu o plenário com palavras de ordem e carregando cartazes. Até a bandeira verde-e-rosa da escola de samba carioca Mangueira, campeã no carnaval de 2019 por criticar a história oficial do Brasil, foi levada pelos ativistas.
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Em determinado momento, os grupos de ideologias opostas competiram no grito entre “Isabel” (referência à Princesa Isabel, quem assinou a Abolição) e “Marielle” (parlamentar negra de esquerda assassinada em 2018 no Rio de Janeiro).
O Movimento Brasil Livre chamou o protesto de “bizarro”, porque representou a esquerda criticando uma sessão solene que celebrou o fim da escravidão. “Não vale mais homenagear o fim da escravidão?”, questionou o movimento, nas redes sociais. Na sequência, ironizou: “Ah sim, eles não gostaram do fim da escravidão dos médicos cubanos no Brasil”.
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