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Elena Landau elogia George Soros: ‘Precisamos de mais gente como ele para barrar regimes autoritários’

Bilionário é conhecido por patrocinar diversas organizações do terceiro setor mundo afora; no Brasil, um dos países prioritários do investimento na América Latina, organizações de esquerda são beneficiadas

- Publicado no dia
Foto: Epoch Times

O empresário e filantropo húngaro-americano George Soros divide opiniões entre ativistas que orbitam o ecossistema pró-liberdade, geralmente mais à direita do espectro político. Prova disso é que, nesta sexta-feira (19), foi alvo de uma crítica do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL/SP) e, como resposta, elogiado pela ex-presidente do movimento Livres, Elena Landau. [1][2]

No Twitter, Eduardo Bolsonaro compartilhou um vídeo de sua visita à Hungria e afirmou que, assim como os húngaros, “também não gosta de George Soros”, que seria um “bilionário que financia movimentos que desafiam as culturas ocidentais, pró-aborto por exemplo”.


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Como resposta ao parlamentar, Landau afirmou que, ao contrário dele, “gosta muito do que Soros fez pelas liberdades democráticas” na Hungria e que “precisamos de mais gente como Soros para barrar regimes autoritários”.

George Soros

Com uma fortuna estimada em 25 bilhões de dólares, Soros de fato é um estimulador de organizações do terceiro setor mundo afora por meio de sua “Open Society Foundations”, da qual é fundador, chairman e principal doador. Ao longo de sua vida, teria doado bilhões de dólares à entidade, que tem como missão “construir democracias vibrantes e tolerantes”. [3]

De acordo com a página da própria entidade, seu foco de atuação na América Latina está em “defender a democracia, melhorar a transparência do governo, proteger os direitos das minorias, reduzir homicídios e reformar a política de drogas”.

Leia também:  Elena Landau diz que armamentistas são 'assassinos enrustidos'

O Brasil, ao lado do México e da Colômbia, consta como um dos três países prioritários dos investimentos da organização.

Em 2015, George Soros esteve no Brasil e se reuniu com líderes das organizações que recebem recursos de sua instituição (Foto: Foto: Felipe Varanda)

Em artigo de 2017 ao site Gazeta do Povo, o escritor Bruno Garschagen classificou Soros como “o financiador da esquerda brasileira”. [4]

Segundo ele, dentre os projetos financiados por Soros, estariam o “Fora do Eixo” (grupo ligado à rede “Mídia Ninja”, de viés de esquerda), a “Agência Pública” (organização liderada pelo jornalista Leonardo Sakamoto, também de esquerda) e o Instituto Igarapé (da ativista Ilona Szabó, que defende medidas como revisão da política de drogas e é contrária à liberdade de se possuir uma arma de fogo).

Crítica de Olavo

Um dos principais – e primeiros – críticos brasileiros a George Soros foi o professor e escritor Olavo de Carvalho, hoje em alta pela relevante influência que apresenta no governo Bolsonaro. Para Olavo, Soros seria um representante da “elite globalista”, “interessado em aumentar o poder central”. “[5]

Em comentário de 2017, Olavo chegou a afirmar que “a América só voltará a ser grande quando o George Soros estiver na rua mendigando”, em referência ao slogan de campanha que levou Donald Trump ao poder, em 2016. [6]

Quem também criticava George Soros era o político Enéas Carneiro. Em vídeo divulgado na internet e atribuído às eleições de 2002, George Soros seria “o maior de todos os traficantes” e seria apoiador do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Fundo para Marielle Franco

Em 2018, após o assassinato da vereadora Marielle Franco, do PSOL, organizações como a Open Society se uniram para criar um fundo “em homenagem a Marielle”.

Pedro Abromovay, à época diretor da entidade na América Latina, prometeu “que o Brasil produzirá novas Marielles”, justificando  a importância de reunir “mulheres negras das periferias nos espaços de poder”.

Em nenhum momento, contudo, o executivo da organização citou que Marielle estimulava a ideologia socialista, cujos resultados históricos comprovam que sempre tolhem as liberdades individuais e não são compatíveis com regimes democráticos – o que, curiosamente, a Open Society alega defender. [7]

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