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‘Tem empresas que vão ser privatizadas e vocês nem sabem ainda’, diz Paulo Guedes

O ministro se esforçou para deixar claro que o presidente Jair Bolsonaro está alinhado com suas pautas liberais e que não perdeu sua autonomia

- Publicado no dia
(Valter Campanato/Agência Brasil)

O Ministro da Economia Paulo Guedes concedeu no início da madrugada desta quinta-feira (18) uma entrevista ao programa Central Globo News, da emissora Globo News. Cercado de jornalistas como Miriam Leitão e Merval Pereira, Guedes demonstrou uma leitura otimista do quadro político brasileiro, passados três meses de governo Bolsonaro.

Os entrevistadores se esforçaram por demonstrar atritos entre as declarações e atitudes do presidente e dos parlamentares e os interesses da agenda liberal representada pelo economista de Chicago, mas Guedes não admitiu essa visão. “Tem empresas que vão ser privatizadas e vocês nem sabem ainda, que o presidente já concordou”, asseverou o ministro.

Ressalvando seu empenho pessoal pela aprovação da Reforma da Previdência, Guedes não demonstrou nenhum ceticismo quanto ao seu avanço. “Não acredito que a Previdência será desidratada”, ele afirmou com segurança. Guedes atribuiu a convicção à sua experiência como observador dos fatos, que previu o insucesso de planos econômicos anteriores.

Ele disse ainda que uma “enxurrada de investimentos está pronta para entrar no Brasil” caso a reforma pretendida seja aprovada. Guedes também condicionou a proposição de um sistema paralelo de capitalização à aprovação do seu projeto de reforma e atribuiu a resistência ao modelo alternativo, em parte, à “ignorância” das pessoas quanto aos seus reais interesses.


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Reforma menor resolve o problema do governo, mas não do país

Os jornalistas não se deram por satisfeitos e quiseram saber como ficaria a perspectiva se a reforma de Guedes, que prevê uma economia de R$ 1 trilhão, fosse enfraquecida. O ministro respondeu que acredita que o fracasso da reforma levará o Brasil “no caminho da Venezuela”, ou seja, de um problema econômico gravíssimo, e que ela terá que ser aprovada.

Caso o nível de economia permitido pela reforma seja reduzido, segundo ele, teria de ser ao nível proposto pela reforma apresentada pelo MDB no governo de Michel Temer. Essa reforma menor “resolve o problema fiscal do governo Bolsonaro, mas não o problema do país”, forçando a necessidade de, no governo seguinte, uma nova reforma já ser formulada.

Um dos momentos em que Paulo Guedes enfrentou os jornalistas foi quando mostraram na tela as imagens de filas de desempregados nos últimos dias. O ministro comentou que aquilo era “o resultado do PT” e que a Previdência atual, “perversa” e fomentadora de privilégios, é uma das causas desse problema. Também voltou a falar de sua intenção de promover a simplificação tributária e a reforma do pacto federativo.

Questionado, finalmente, sobre a atitude do presidente Jair Bolsonaro de pedir explicações à Petrobras sobre o aumento do preço do diesel, Guedes repetiu o que havia dito em entrevista coletiva dada na terça-feira (16) sobre o assunto. Disse que o presidente não o desautorizou, que ele expressou sua “sensibilidade política” ao pedir esclarecimentos e que não acredita nem no controle de preços do governo Dilma, nem na política de ajustes diários de Pedro Parente durante o governo Temer, preferindo uma inspiração no modelo americano de indexação ao frete.

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