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‘Sou um zé mané de sucesso’, diz Olavo de Carvalho em entrevista a Bial

O pensador concedeu sua segunda entrevista ao jornalista abordando diversos temas, incluindo sua alegada influência sobre o governo Bolsonaro; o primeiro encontro entre os dois foi em 1996
Olavo de Carvalho (Foto: Reprodução / Seminário de Filosofia)
Olavo de Carvalho (Foto: Reprodução / Seminário de Filosofia)

O jornalista Pedro Bial veiculou em seu programa televisivo “Conversa com Bial”, no começo da madrugada desta quinta-feira (11), uma entrevista gravada nos Estados Unidos com o filósofo Olavo de Carvalho em sua residência. A gravação aconteceu no último domingo (31). Bial também realizou uma famosa entrevista com Olavo em 1996, uma das raras aparições do escritor na grande imprensa.

O diálogo foi marcado por uma tentativa do jornalista de fazer o entrevistado comentar a percepção criada por muitos de que ele estaria exercendo grande influência no governo. “Grupo olavista é uma fantasia”, pontuou o pensador paulista enfaticamente, afirmando que as indicações do ministro Ricardo Vélez, exonerado esta semana, para a pasta da Educação, e de Ernesto Araújo para a área das Relações Exteriores, foram apenas conselhos ofertados ao presidente da República.

Olavo fez questão de frisar que sua missão é reformar a alta cultura, o que levaria décadas, e não interferir na política cotidiana. Como intelectual, ele acredita que enfrentou os pensadores e autores brasileiros de esquerda “de maneira absolutamente brilhante”: “Daqui a quarenta anos, meus livros ainda serão lidos”, sentenciou.





A linguagem e os militares

Bial perguntou a Olavo se ele considera que existe algum abuso no uso de palavrões em sua comunicação com o público, ao que Olavo respondeu que o público aprova e que se trata de uma marca de sua autenticidade. “Nunca fiz parte da elite, eu sou um zé mané. Ainda sou. Sou um zé mané de sucesso”, explicou, divertindo-se.

A respeito do enfrentamento com os militares, Olavo disse que o vice-presidente Hamilton Mourão “parou de dizer besteiras”. O militar estaria “pagando de gostosão” ao defender pautas contrárias às defendidas pelo presidente Jair Bolsonaro na campanha: “ele aprendeu comigo e parou, mas continua pagando de gostosão”. Olavo ainda afirmou que, em 1964, os militares aplicaram um golpe nas lideranças civis que derrubaram João Goulart, como os governadores Carlos Lacerda e Ademar de Barros.





O pensador reafirmou ser amigo do presidente e confiar nele, mas não entender exatamente quais são suas ideias políticas. Contrariando muitos críticos, defendeu os filhos do presidente – os três parlamentares com mandato – a quem se estaria oferecendo espaço demais no governo: “daria um ministério a todos os três”. Ele também voltou a dizer que o presidente deveria fazer transmissões em rede nacional: “lives no Facebook atingem apenas um terço da população”, justificou Olavo.

Na reta final da entrevista, Olavo fez uma curiosa revelação: a de que a mesma pessoa que ameaçou de morte o deputado psolista Jean Wyllys também o teria ameaçado e hoje residiria nos Estados Unidos. “É um idiota”, definiu.





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