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Deputado do PSL quer proibição de jogos eletrônicos violentos no país

O parlamentar é apoiador da Reforma da Previdência e de Jair Bolsonaro, mas acredita que o “convívio constante” com os video games violentos estimula massacres como o de Suzano

- Publicado no dia
Júnior Bozzella, à esquerda, ao lado do presidente Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução / Facebook)

Um parlamentar do PSL gerou burburinho nas redes sociais nesta segunda-feira (1) ao propor um projeto de lei que desagradou ao mesmo tempo a liberais e conservadores. Para ele, os jogos eletrônicos violentos devem ser criminalizados no Brasil. [1]

Júnior Bozzella, apoiador do presidente Jair Bolsonaro, foi eleito em São Paulo com 78.712 votos. O projeto de lei 1577/2019, se aprovado, criminaliza “o desenvolvimento, a importação, a venda, a cessão, o empréstimo, a disponibilização ou o aluguel de aplicativos ou jogos eletrônicos com conteúdo que incite a violência e dá outras providências”.

A sugestão surgiu após o massacre na escola de Suzano, há três semanas. Muitos vozes, entre elas a do próprio vice-presidente Hamilton Mourão, chegaram a comentar que video games violentos poderiam estimular esse gênero de comportamento. Na justificativa do projeto, Bozzella argumenta exatamente que o “convívio constante” com esses jogos leva os jovens à “banalização da vida e da violência, (…) conduzindo a formação de cidadãos perturbados e violentos”. Ele argumenta ainda que até adultos deveriam procurar outras formas de lazer.

Defensor da Reforma da Previdência e tendo posado próximo à urna nas eleições fazendo o famoso gesto simulando uma arma, popularizado pelo atual presidente da República, o deputado também se manifesta bastante em suas redes sociais contra o “feminicídio”, que teria sofrido “drástico aumento” no Brasil, em sua avaliação. Ele é autor de cinco projetos de lei voltados para o combate à violência contra a mulher. Tem circulado nas redes sociais um meme que ironiza a atitude do parlamentar.


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