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Principal articulador da reforma, relação de Rodrigo Maia com o governo estremece

Presidente da Câmara dos Deputados trocou farpas com o ministro Sérgio Moro e teria confidenciado que em casos de mais hostilidades vindas de aliados, pode deixar de ajudar governo na aprovação da reforma

- Publicado no dia
Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

Piorou a relação do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ), com o governo Jair Bolsonaro. O esfriamento ocorre logo em um momento delicado: o início da tramitação da reforma da Previdência, em que Maia aceitou a missão de atuar como articulador para auxiliar o governo a conquistar os votos necessários para a aprovação.

Dedicado a essa função, tida como prioridade do Executivo pelos reflexos que despertarão na economia, a relação começou a piorar após trocar farpas com o Ministro da Justiça, Sergio Moro, sobre a tramitação do Pacote Anti-Crime. Na ocasião, Maia chegou a chamar o projeto de Moro de “copia e cola”. [1]

“O funcionário do presidente Bolsonaro deve conversar com o presidente Bolsonaro [se deseja acelerar a tramitação]. E se o presidente Bolsonaro quiser, conversa comigo. Eu fiz aquilo [de não pautar o Pacote Anti-Crime ainda] porque eu acho correto. No momento adequado, depois de ter votado a [reforma da] Previdência, vamos votar o projeto dele”, explicou Maia a jornalistas.

O presidente da Câmara opinou que considera que a medida de Moro é similar ao projeto já apresentado pelo ex-ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, atualmente no Supremo Tribunal Federal.


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“Ele está copiando o projeto do ministro Alexandre de Moraes. Copia e cola. Tem poucas novidades ali”, disse. Como esperado, a declaração irritou Moro, que defendeu que o Pacote Anti-Crime avance pela “urgência que o caso requer”.

“Talvez alguns entendam que o combate ao crime pode ser adiado indefinidamente, mas o povo brasileiro não aguenta mais. Essas questões sempre foram tratadas cordialmente com o presidente da Câmara, e esperamos que o mesmo possa ocorrer com o projeto e com quem o propôs”, respondeu o atual ministro da Justiça, que ganhou notoriedade como juiz da Operação Lava Jato.

Perseguição virtual

Segundo o portal “Infomoney”, Maia teria reclamado ao ministro Paulo Guedes, de quem é próximo, sobre o tratamento dispensado a ele. Um tweet do filho do presidente, Carlos Bolsonaro, na última quinta-feira (21), comentando a declaração de Moro sobre Rodrigo Maia teria gerado mal estar. No cenário de perseguição virtual, Maia não teria descartado abandonar a articulação da reforma. [2][3]


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Nesta sexta-feira (22), o site alternativo “Terça Livre”, de clara adesão ao governo, fez uma transmissão ao vivo que intitulou de “Rodrigo Maia contra o Brasil”. Nos comentários, internautas não foram econômicos e utilizaram a hashtag #ForaMaia. [4]

O deputado federal Paulo Eduardo Martins comentou as hostilidades a Rodrigo Maia na manhã desta sexta-feira (22) no Twitter. Para ele, essas atitudes atrapalham a reforma.

“Noto muita gente dizendo que o Rodrigo Maia está atrapalhando a reforma. É uma visão equivocada. Maia tem trabalhado muito para viabilizar a aprovação. Você pode não gostar dele, mas é fato que ele tem feito esse trabalho. Desgastar um aliado da reforma é atrapalhar a mesma”, escreveu.

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