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Ciro Gomes é condenado pela Justiça após ofender Holiday de ‘capitão do mato’

Em vídeo, vereador Fernando Holiday, de São Paulo e ligado ao MBL, admitiu que a decisão serve para mostrar o quanto grupos de esquerda podem ser racistas e discriminatórios
Vereador Fernando Holiday (Foto: Reprodução / Pleno News)
(Foto: Reprodução / Pleno News)
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Ex-candidato à presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo nesta quinta-feira (20) a indenizar o vereador Fernando Holiday por conta de ofensas associadas à raça do parlamentar em R$ 38 mil. [1]

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Em um programa de rádio em 2017, Gomes chamou Holiday de “capitãozinho do mato”, em referência a negros do século 19 que caçavam outros escravos que haviam fugido. A menção a Holiday veio enquanto o então pré-candidato explicava as dificuldades em se costurar uma aliança com o DEM para disputar o Planalto.

“Para quem não sabe, [a associação minha com] a figura de capitão do mato está intrinsecamente ligada ao fato de eu ser negro. […] Os capitães do mato eram considerados traidores e repugnantes. Na maior parte das vezes, eram negros. Esse termo, portanto, principalmente na América, ficou cunhado como uma forma de se ofender os negros. Assim como muitos chamam negros de macacos”, explicou Holiday, em transmissão ao vivo nas redes sociais logo depois que divulgada a decisão. [2]

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O vereador, que é coordenador do Movimento Brasil Livre e ganhou notoriedade durante as manifestações a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, também citou que a esquerda gosta de processar oponentes políticos e que, portanto, sua ação fez com que eles “provassem do próprio veneno”.

“A revolta de Ciro Gomes, mais do que pelo fato de eu ser negro, é pelo fato de eu ser negro e não me submeter às ideias que ele defende. É mais grave ainda. É como se na visão de Ciro Gomes, se você é negro, possui determinada característica física, obrigatoriamente precisa seguir um ideal e se alinhar a um candidato de esquerda”, concluiu Holiday, que salientou que a decisão, mais importante do que o valor da indenização final, é mostrar que como grupos de esquerda podem ser racistas e discriminatórios.

Como tratou-se de uma decisão de primeira instância, Gomes poderá recorrer da decisão.

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