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Mourão: Brasil precisa olhar de forma pragmática relação com Israel

Em entrevista ao jornal 'Valor Econômico', vice-presidente eleito mostrou ceticismo com relação com Israel e tergiversou após questionamento sobre relação com países árabes
Foto: Wilton Júnior/Estadão Conteúdo
Primeiro-ministro de Israel chega ao Rio e cumprimenta Marcelo Crivella, prefeito da cidade (Foto: Reprodução/Facebook)
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O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu aterrissou no fim da manhã desta sexta-feira (28) no Rio de Janeiro para uma visita de cinco dias que terá seu ápice na posse de Jair Bolsonaro, na próxima terça-feira (1º). A relação do Brasil com Israel, contudo, ainda gera indagações do vice-presidente eleito, General Mourão. [1]

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Em entrevista ao jornal Valor Econômico, Mourão reconhece que “hoje Israel tem uma aproximação muito grande com o presidente”, mas afirmou, em tom de dúvida, que é preciso esperar para “ver até que ponto isso vai acontecer”.

“Temos que olhar, dentro do sistema internacional, pragmaticamente, o que se pode auferir nesse processo. Não podemos ficar só com o ônus, a gente tem que ter bônus também”, disse, sem especificar.

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Questionado sobre possíveis retaliações dos países árabes, Mourão afirmou que tudo dependeria do “grau de aproximação”.

“Isso aí tem que ser estudado, até porque o presidente não tomou nenhuma decisão a respeito e, quando chegar a hora, a gente vai apresentar uma visão pra ele, que poderá decidir em melhores condições”, opinou.

General da reserva, Hamilton Mourão integra a ala mais nacionalista do governo. Por essa ótica, posicionamentos ideológicos, tanto no campo internacional quanto no campo econômico, só devem ser tomados com benefícios concretos e circunstanciais ao Brasil. Embora concorde com políticas liberais de Paulo Guedes, por exemplo, defende que as privatizações tenham limites.

Relação com Israel

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Logo após o segundo turno, em entrevista a um jornal israelense, o presidente eleito Jair Bolsonaro confirmou que pretende mudar a embaixada do Brasil para Jerusalém. O mesmo gesto foi executado pelo presidente Donald Trump em 2017, que anunciou a mudança de embaixada dos Estados Unidos. Diplomaticamente, para Israel, trata-se de uma vitória importante, dado que a maior parte dos países têm instaladas suas embaixadas em Tel Aviv.

Pouco antes de embarcar rumo ao Brasil, nesta quinta-feira (27), Netanyahu afirmou que Bolsonaro “lidera” uma “grande mudança” e que está feliz por “abrir uma nova era entre Israel e essa superpotência chamada Brasil”. [2]

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