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Após influenciar formação de ministérios, Olavo reage sobre cobertura da imprensa

Professor e ideólogo conservador de Jair Bolsonaro foi destaque em reportagens e entrevistas dos principais veículos de jornalismo do país após influenciar escolhas nas pastas da Educação e Relações Exteriores

- Publicado no dia
Olavo de Carvalho (Foto: Jornal do Empreendedor)

Após influenciar a escolha de dois ministros para o futuro governo, Olavo de Carvalho –  principal ideólogo de Jair Bolsonaro – reagiu nesta sexta (23) e sábado (24) nas redes sociais sobre a cobertura e atenção que a imprensa tradicional está lhe dando.

Sobre a reportagem do jornal O Globo que destacou a frase “sou irresistível” no título, Olavo disparou: “A incapacidade de discernir entre um gracejo irônico e uma afirmação literal pode ser sintoma de doença mental ou, na hipótese mais branda, de analfabetismo funcional”. [1][2]


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“Qualquer que seja o caso, ela já se tornou endêmica entre os jornalistas brasileiros”, concluiu, complementando que virou costume de “procurar nas falas de conservadores alguma frase ou palavra à qual se possa, forçando a barra até o último limite da semântica, dar um sentido comprometedor e fazer dela o centro e o topo da matéria”. [4]

O professor do Seminário Online de Filosofia também criticou a falta de bagagem e desconhecimento dos jornalistas que foram elencados para lhe entrevistar. Sem citar nomes, relembrou seu início na carreira jornalística:

“Quando entrei no jornalismo, nenhum jornal ou revista mandaria um repórter sem alguma cultura musical entrevistar um maestro ou um total ignorante de literatura entrevistar um poeta. Hoje, fazer isso é a norma”, disse, afirmando ainda que nunca recebeu um entrevistador que houvesse lido seus livros ou assistidos seus cursos. [3][6]

Reportagem de ‘O Globo’ sobre Olavo destacou frase de brincadeira no título. Atributo foi criticado (Foto: Reprodução/O Globo)

Olavo também afirmou que “se não tivesse mais leitores do que qualquer órgão da ‘grande mídia’, estaria phodido (sic)”, mas elogiou a cobertura do programa de rádio “Morning Show”, exibido na Jovem Pan. [5]

“A chegada da direita ao poder pelo voto popular foi o acontecimento mais traumático na vida da classe jornalística brasileira. Ela nunca imaginou que tamanha calamidade pudesse lhe acontecer, coitadinha”, ironizou. [7]

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