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Mourão reage a comentário de Haddad sobre eventual guerra contra Venezuela

Segundo o candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro, Fernando Haddad desconhece "a capacidade operacional das Forças Armadas" do Brasil pra declarar que o país não venceria a Venezuela
General Mourão em 2014, quando ainda não estava na reserva (Foto: Diego Vara - 28.abr.2014/Agência RBS/Folhapress)
General Mourão em 2014, quando ainda não estava na reserva (Foto: Diego Vara – 28.abr.2014/Agência RBS/Folhapress)
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O candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), General Mourão (PRTB), criticou na noite desta terça-feira (23) o fato de Fernando Haddad (PT) ter repercutido a declaração de que ele havia sido torturador, depois desmentida pelo cantor Geraldo Azevedo. No vídeo divulgado pelo PSL, o militar também criticou uma declaração do candidato no programa Roda Viva em relação a uma eventual guerra entre o Brasil e a Venezuela. [1]

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“Vejam o grau de mentira, o grau de estupidez, o grau de incoerência dessas pessoas. Como pode o senhor Fernando Haddad querer governar o nosso país se não consegue discernir a verdade da mentira? Aliás, ele não consegue discernir porque a mentira faz parte da vida dele. No programa Roda Viva, o senhor Fernando Haddad atacou as nossas Forças Armadas dizendo que nós não teríamos condições de vencer uma guerra com a Venezuela. Desconhece a capacidade operacional daquelas forças, as quais ele, como presidente da República, seria o comandante”, disse.

No programa Roda Viva, exibido na última segunda-feira (22), Haddad afirmou que “o filho de Bolsonaro” – sem identificar exatamente qual – tem intenção em “declarar guerra à Venezuela”, mas que hoje o país liderado por Maduro tem “condições bélicas superiores a do Brasil”. [2]

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“O adversário está incitando a morte das pessoas. O filho dele na [Avenida] Paulista disse que irá declarar contra a Venezuela. Ele nem conhece a situação das Forças Armadas. A Venezuela tem condições bélicas superiores a do Brasil. O Brasil vai declarar guerra e mandar jovens brasileiros morrerem na fronteira da Venezuela? Ou pede ajuda de um império internacional, ou nós vamos mandar jovens brasileiros pobres para morrer em um conflito que não é o nosso”, disse o petista.

As condições militares do Brasil, no entanto, são uma incógnita. Em 2012, segundo uma reportagem do portal G1, do Grupo Globo, fontes militares teriam declarado que o Brasil dispunha de munição para apenas uma hora de guerra. O texto afirma ainda que grande parte dos equipamentos militares do país são ultrapassados. [3]

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