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Presidente do NOVO, Moisés Jardim avalia resultado da eleição em entrevista ao Boletim: ‘extremamente positivo’

Executivo celebra resultados da legenda, como a superação da cláusula de barreira e a chegada de Romeu Zema ao 2º turno; Jardim também comenta sobre a possibilidade de partido lançar candidato à presidência da Câmara

- Publicado no dia
O administrador Moises Jardim, presidente do NOVO, anuncia que o partido já ultrapassou o total de 15 mil filiados em novembro de 2017 (Foto: Reprodução/Facebook)

O Partido Novo passou em 2018 por seu maior desafio eleitoral. Quase cinquenta dias depois de uma intensa campanha, os resultados das urnas – 15,7 milhões de votos – são a melhor resposta para quem apostava no fracasso de uma legenda que ousou propagar valores liberais em um país estatista e decidiu renunciar o fundo partidário.

Para avaliar o resultado das urnas e de seus principais candidatos – entre os quais João Amoêdo e Romeu Zema, este ainda disputando o segundo turno das eleições mineiras – e prever as perspectivas futuras do partido, Moisés Jardim, presidente do NOVO, conversou com o Boletim da Liberdade.

O executivo se mostrou satisfeito com o resultado das eleições, analisou o cenário que propiciou a popularidade de Zema em Minas e afirmou que não está descartada a possibilidade de a legenda lançar candidato próprio à presidência da Câmara dos Deputados.

Boletim da Liberdade: Qual é a sua avaliação do resultado das eleições para o NOVO?

Moisés Jardim: A avaliação é extremamente positiva. Na nossa primeira eleição em nível nacional, já conseguimos eleger 20 deputados, sendo 8 Federais, 11 Estaduais e 1 Distrital. Tivemos 2,9% dos votos, superando a cláusula de barreira e ainda bons desempenhos nas eleições majoritárias, inclusive com o Romeu Zema no segundo turno em Minas.

Tudo isto mostra que nossos princípios e valores estão sendo bem aceitos pelo eleitor e este, por sua vez, está mostrando também que está em busca de algo diferente da velha política.


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Boletim da Liberdade: Especificamente em relação à campanha presidencial, João Amoêdo cresceu, mas não chegou a participar dos debates por não ter alcançado 5% das pesquisas de intenção de voto. O que faltou para isso?

Moisés Jardim: Desde o início sabíamos que o desafio era muito grande. As regras eleitorais impedem que novos participantes tenham mais espaço no cenário eleitoral e dificultam que novas propostas sejam mais conhecidas. A própria redução do tempo de campanha foi um grande dificultador e, em relação ao debates, as regras definidas pelas emissoras parecem distorcidas, reservam-se lugares para quem não quer participar (até para quem está preso) ou para quem está na disputa há várias eleições, sem nunca ter obtido algum resultado significativo, e não se dá espaço a alguém que participa pela primeira vez e que tem alguma representatividade, mesmo ainda pouco conhecido.

Nossos princípios e valores estão sendo bem aceitos pelo eleitor e este, por sua vez, está mostrando também que está em busca de algo diferente da velha política

Mesmo assim, o João Amoêdo teve um bom desempenho, ficando à frente de candidatos que eram até então muito mais conhecidos e que participaram de muitos debates. Nossa expectativa é que, a partir deste desempenho, as emissoras organizadoras, que se interessam por serem mais relevantes e estão atentas à audiência, repensem seus critérios para as próximas eleições.

Candidato à presidência pelo NOVO, João Amoêdo tira selfie com admiradores no Nordeste (Foto: Reprodução/Facebook)

Boletim da Liberdade: Amoêdo cresceu muito nas redes sociais e se tornou o nome de maior expressão do NOVO. Como deve ser a participação dele no partido de agora em diante? Ele deve voltar a ter uma posição no diretório?

Moisés Jardim: O João Amoêdo não ganhou expressão apenas nas redes sociais. Os eventos realizados por todo pais mostraram que ele é uma liderança política importante e que gera interesse em todas as regiões do pais.

Ainda não discutimos sobre a forma da sua participação a partir de agora. Por enquanto, estamos muito focados em apoiarmos o nosso candidato Romeu Zema no segundo turno de Minas Gerais, mas é certo que o João Amoêdo sai desta eleição presidencial como um nome reconhecido nacionalmente pelos princípios e valores que defendeu ao longo da campanha.

O NOVO, por sua vez, também sai muito fortalecido em virtude do seu desempenho e com novas necessidades em função do seu crescimento. No momento adequado estaremos definindo como será a sua contribuição dentro do NOVO, o que não necessariamente envolverá uma participação em algum diretório.

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Boletim da Liberdade: Os candidatos a governador do NOVO tiveram um desempenho que girou em 1%, no Rio de Janeiro, a 3 ou 4%, no DF, SP e RS. Em Minas, com Romeu Zema, no entanto, o resultado foi 42,73%. Por que a candidatura do NOVO prosperou tanto lá?

Moisés Jardim: Assim como os outros candidatos a cargos majoritários pelo NOVO, o Romeu Zema representa aquilo o eleitor buscava. Alguém que não compactua com as práticas da velha política, possui novas propostas e um discurso voltado mais diretamente aos interesses do cidadão e eleitor.

O João Amoêdo não ganhou expressão apenas nas redes sociais. Os eventos realizados por todo pais mostraram que ele é uma liderança política importante e que gera interesse em todas as regiões do pais.

Minas foi onde os candidatos à presidência da República nas últimas eleições estavam novamente participando, ainda que para cargos diferentes, e talvez por isto e por conta dos problemas gerados por estes antigos candidatos, o eleitor mineiro esteve mais atento aos nomes dos concorrentes a cargo majoritário do estado desde o início da campanha.  [Nota do Editor: Aécio Neves concorreu para deputado federal e Dilma Rousseff ao Senado]

Esta atenção possibilitou que o Zema pudesse participar de um único debate, o que deu a ele a oportunidade de apresentar ao grande público suas propostas e permitiu que mais pessoas o conhecessem.

Primeiros deputados federais eleitos pelo Partido Novo para a Câmara dos Deputados (Foto: Reprodução/Facebook)

Boletim da Liberdade: O NOVO terá agora uma bancada de oito deputados federais, que deve se tornar uma das faces públicas mais visíveis do partido. Quais são as expectativas para essa participação no Parlamento? Como o partido deve se posicionar na disputa pela presidência da Câmara dos Deputados?

Moisés Jardim: Nossa bancada deverá ter uma atuação alinhada com os princípios e valores do NOVO já conhecidos de todos. Atuará dando exemplos dentro dos seus gabinetes, reduzindo custos e sendo mais eficientes no uso dos recursos.

Com gabinetes reduzidos e eficientes, teremos condições de elaborar propostas e também participar de projetos e comissões que atendam aos interesses do cidadão, que visem a simplificação, a redução do peso do Estado, o controle fiscal, etc, todos itens que são compromissos já assumidos pelos nossos deputados eleitos.

Para a eleição da presidência da Câmara, a bancada deverá utilizar destes mesmos princípios para a definição dos seus votos e o partido não deixa de considerar a possibilidade da indicação de um nome para concorrer ao cargo.

Romeu Zema representa aquilo o eleitor buscava. Alguém que não compactua com as práticas da velha política, possui novas propostas e um discurso voltado mais diretamente aos interesses do cidadão e eleitor

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Boletim da Liberdade: Em 2016, o NOVO lançou candidatos apenas em cinco capitais e apenas uma candidata a prefeita, no Rio. Agora, os candidatos do NOVO poderão participar dos debates. Quais são as expectativas para o próximo pleito? Poderemos ver candidatos do NOVO pelo interior?

Em 2016, o partido tinha uma estrutura ainda muito pequena, o que permitiu a disputa somente em cinco capitais. Para 2020, a expectativa é de que o NOVO participe com candidatos nas principais cidades do Brasil e onde tivermos uma boa estrutura partidária.

A definição sobre as cidades em que estaremos participando dependerá ainda da avaliação da nossa participação nestas últimas eleições e da evolução do número de filiados do NOVO nestas cidades. É muito importante lançarmos candidatos onde o NOVO tenha uma boa estrutura partidária e de filiados, já que o partido depende destas estruturas para organizar e financiar suas campanhas.


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