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Economistas se mobilizam pelo fim da obrigatoriedade do registro profissional

De acordo com o manifesto que circula na internet, os conselhos funcionam como "guildas" e, extinguindo-os, "apenas restaria o mérito" na competição entre profissionais
Foto: Divulgação

Um grupo de economistas está se mobilizando na internet pelo fim da obrigatoriedade do registro profissional para poder exercer a atividade. Atualmente, para ser considerado economista, é preciso ser bacharel em ciências econômicas e, posteriormente, registrar-se junto a um conselho regional cuja associação é paga.

“O exemplo começa em casa e achamos que está mais do que na hora de rever a reserva de mercado que restringe o exercício da nossa profissão aos formados em economia”, afirma o manifesto que circula na rede.

O texto justifica a posição pois, ao contrário de profissões como engenharia ou medicina, o exercício da atividade de economista não envolve riscos à terceiros. E cita como exemplo Mario Henrique Simonsen, que obteve grande conhecimento em economia mesmo com a sua formação em engenharia.





Como em diversos ofícios, como a gestão de negócios ou o exercício do jornalismo, são frequentes os exemplos de profissionais bem-sucedidos que não fizeram graduação em economia. Muitos fizeram outros cursos, como engenharia, e depois estudaram economia na pós-graduação. Outros, como Mario Henrique Simonsen, aprenderam economia por conta própria e realizaram contribuições decisivas para a profissão”, diz o manifesto.

Ainda segundo o texto, os conselhos de economia funcionam como uma “inexplicável reserva de mercado” e, ao limitar a concorrência, essas organizações vão contra os próprios princípios da economia ensinados em sala de aula.

Em 2012, o economista Rodrigo Constantino, atual presidente do conselho deliberativo do Instituto Liberal, já havia argumentado a favor do fim do conselho. Segundo ele, na época, os conselhos “não serviam para nada, a não ser para proselitismo escancarado”.

O abaixo assinado pode ser assinado por profissionais registrados ou não no Corecon. Leia o texto na íntegra e assine clicando aqui.





 

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