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Ministério das Minas e Energia decide propor a “desestatização” da Eletrobras

Muitos veículos de comunicação repercutiram que a ideia é a "privatização", mas o projeto pode ser mais tímido do que sonhariam os mais liberais
(Foto: Reprodução / Veja)

A tradicional luta dos liberais pela privatização das empresas estatais e o abandono da ideia do “Estado empresário” ganhou um novo e promissor capítulo nesta segunda-feira, dia 21. O Ministério das Minas e Energia do governo Temer decidiu propor a “desestatização” da Eletrobras.

A intenção foi comunicada pelo ministro Fernando Coelho Filho em uma carta à empresa, anunciando que a proposta será feita ao Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República na reunião de quarta-feira. A notícia imediatamente animou os internautas liberais, mas as manchetes falando em um propósito efetivo de “privatização” receberam alguns questionamentos.

O Infomoney, por exemplo, fez questão de ressalvar que “desestatizar não significa necessariamente a privatização da companhia”, ao menos não no modelo sonhado pelos defensores mais ardorosos da ideia. É possível que o governo recorra a outras opções, como “fazer a concessão da empresa ou mesmo conseguir uma Parceria Público-Privada”. Seja como for, a notícia fez com que os ADRs da estatal, negociados em Wall Street, disparassem 16,18 % para US$ 4,45, às 19h25. Também foi o suficiente para que a Associação dos Empregados da Eletrobras se manifestasse contrária, com a tradicional alegação de que “eles (o governo) querem entregar tudo”.





Segundo uma nota do governo, a proposta será de “redução da participação da União no capital da companhia”, tal como aconteceu com a Vale e a Embraer. Com isso, o governo permaneceria como acionista da empresa e detendo poder de veto na administração.





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