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Centro de Pesquisa da FGV analisa comportamento das redes sociais em depoimento de Lula

De acordo com a pesquisa, o maior percentual de reações foi do grupo considerado "não-alinhado", que não apoia nenhum dos polos da política brasileira
(Foto: Reprodução / G1)
(Foto: Reprodução / G1)

A Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas, um centro de pesquisa social voltado para a temática das políticas públicas, divulgou esta semana o resultado de uma pesquisa que avaliou o comportamento dos usuários de redes sociais diante do depoimento do ex-presidente Lula ao juiz Sérgio Moro. De acordo com os dados, as pessoas que apresentam um posicionamento polarizado, pró ou anti-Lula, ainda são maioria, se somadas, mas o grupo com o maior percentual de menções é o dos “não-alinhados”.

De acordo com o estudo, o grupo que revela “uma tentativa de avaliação equidistante do depoimento” , embora menos organizado, cresceu significativamente. A conclusão foi alcançada após um monitoramento que se estendeu por 24 horas, antes e depois do depoimento. O grupo “não-alinhado” correspondeu a 32,3 % das menções, o equivalente a um terço. Os perfis de oposição a Lula vêm em seguida, com 20,7 % das interações, e os defensores do ex-presidente perfizeram 19,2%. No que tange à distribuição geográfica desses grupos, há um equilíbrio relativo; já quanto à distribuição etária, a maioria dos perfis que assumem uma das duas polarizações envolveria pessoas com mais de 34 anos.

Um detalhe curioso é que o encontro entre o líder petista e o famoso juiz da Operação Lava Jato recebeu 650 mil menções no Twitter ao longo do período, menos que o resultado de 1,5 milhão alcançado pelos comentários sobre as reformas levadas adiante pelo governo Temer. “Isso pode demonstrar que, embora Lula e Moro sejam catalisadores das posições políticas de milhares de brasileiros, não são os únicos”, afirma o estudo.





O estudo também atesta que os grupos de polarização, isto é, aqueles que pediram o impeachment de Dilma e combatem o legado lulopetista e os seus adversários simpáticos às teses petistas, se equipararam na tomada de iniciativas e ataques  na Internet, ao contrário do que ocorria no passado recente, quando o grupo que defendia a presidente destituída permanecia na posição de defensiva. O estudo conclui ainda que há no país “um movimento que tende a buscar a superação da dicotomia cristalizada nos últimos anos, mobilizando uma pauta de melhoria do sistema político como um todo e de geração de novas oportunidades”.





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