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Canal do ‘Terça Livre’ é a primeira vítima da restrição de anúncios do YouTube

Nova política do Google veta canais de conteúdo considerados "extremistas" e surge após reclamação de anunciantes e agências que não queriam ver suas marcas relacionadas a conteúdo controverso
Allan dos Santos, criador do Terça-Livre, publicou no Facebook o painel do canal com a monetização vetada. (Foto: Reprodução)
Allan dos Santos, criador do Terça-Livre, publicou no Facebook o painel do canal com a monetização vetada. (Foto: Reprodução)
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O canal do YouTube do “Terça Livre”, grupo mais conservador, com pouco mais de 110 mil inscritos, foi a primeira vítima do novo conjunto de regras de monetização de parceiros do YouTube dentro da rede de canais brasileiros que tratam de política. A plataforma anunciou uma postura mais rígida para exibir anúncios após pressão de anunciantes e agências de publicidade que não queriam ver suas marcas relacionadas à conteúdos considerados “extremistas”.

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Além da restrição do acesso à monetização por canais pequenos, determinados produtores de conteúdo poderão ser vetados totalmente de utilizar o recurso.

Allan dos Santos,  criador do Terça Livre, publicou um vídeo reclamando da medida, onde xingou o YouTube e disse ser “revoltante” a medida. “A gente não pode monetizar nada. Que vocês possam colaborar com a gente no Apoie-se”, pediu. No financiamento coletivo do Terça Livre, 309 pessoas já contribuem com à iniciativa, que recebe R$ 7.068 mensais – houve um crescimento significativo no último mês.

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Ao longo da última semana, foram publicados mais de 20 vídeos no Terça Livre. Dentre os quadros, existem análises políticas e até vídeos de games comentados.

Em vídeo publicado ontem (29), porém, Allan considerou que o canal pode ter sido banido por outros fatores. “Alguém que seja inimigo […] certamente pode ter contratado robôs para poder ferrar o canal”, especulou. “Um dos motivos foi o fato de a gente não estar em nenhuma network, o que fez com que o YouTube colocasse o nosso canal como suspeito.”

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