O touro de Wall Street - Laura Ferraz - Boletim da Liberdade
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O touro de Wall Street

19.04.2020 10:53

Durante a última semana recebi diversos pedidos para que escrevesse sobre a Guerra Fria entre Mandetta e Bolsonaro. Enquanto somos plateia de um embate egocêntrico, o mais prudente a se fazer é pensar em como sairemos desta fase com saúde física e financeira. Um tema que me preocupa é a falta de conhecimento sobre o mercado financeiro e empreendedorismo entre os jovens, pois gerar renda não deveria ser uma atribuição do Estado.

Neste contexto, me uni a amigos do Students for Liberty e criamos a Liga de Investimentos Wall Street, que tem como objetivo promover a educação financeira na comunidade universitária. Sabemos que, mesmo em cursos como Economia e Ciências Atuariais, o aluno não aprende a pensar por si, sendo exposto a pensamentos majoritariamente Keynesianos durante cadeiras iniciais e tem um ínfimo contato com teorias que exaltam aquilo que de fato move o mundo: as trocas voluntárias. Ser contraponto, desmistificar, e apresentar curiosidades sobre este universo em nossas redes sociais já se tornou realidade neste quarentena. A seguir, compartilho com vocês o primeiro texto que escrevi para a Liga sobre o Charging Bull (Touro de Wall Street).


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“Qual é a primeira coisa que vem a sua mente quando lê “Wall Street”? Visualizar o famoso Charging Bull – touro carregado- mentalmente é o esperado, mas você já se perguntou o motivo de os investidores e players terem escolhido este animal para representar o maior centro financeiro do mundo?

Em 1929, os Estados Unidos vivenciaram seu pior cenário econômico, comparável apenas ao crash de 2008

Em 1929, os Estados Unidos vivenciaram seu pior cenário econômico, comparável apenas ao crash de 2008. Este fato tornou o povo americano muito afeiçoado, até então, às façanhas do Mercado Financeiro, tornando todo grande patriota em um defensor da postura altiva dos investidores de Wall Street.

No entanto, o que motivou a escultura de bronze foi a queda do índice Dow Jones em 1987, data conhecida como “segunda-feira negra”. A queda foi de, mais ou menos, 20% nas ações negociadas na NYSE (Bolsa de Nova York). Como forma de celebrar a superação destes episódios, um famoso escultor da cidade resolveu presentear a área com o Charging Bull, fruto de suas economias.

O touro já era vinculado ao Gain (ganho) no Mercado Financeiro desde o final do século 19, quando o lendário banqueiro J.P. Morgan tinha sua postura comparada a de um touro, sempre atacando de baixo para cima. Deste modo, todo movimento de alta na bolsa americana passou a ser chamado de Bullish, indicando otimismo. “Ok, mas e o Bear Market?” Seguindo a mesma comparação ao modo como os animais atacam, nada mais coerente do que utilizar como parâmetro outro animal de grande porte. Os ataques de um urso são por meio de patadas, para baixo. O mesmo ocorre quando o mercado cai de forma abrupta, em um comportamento Bearish.

É muito comum durante o início dos seus estudos acreditar em benefícios na alta do mercado e prejuízos na queda. A partir de agora você sabe que, independente do sentido do ataque, é possível obter a valorização do seu capital.”

Conte para nós qual é o seu nível de instrução sobre o mercado financeiro e se você acha que ele afeta as decisões dos governos. Será que a demissão de Mandetta terá impacto somente nas decisões acerca do combate aos coronavírus ou o mercado será afetado? Para acompanhar a Liga, basta seguir o Instagram @ligawallstreet.

Foto: reprodução/arquivo pessoal


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