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O que Musk quer dizer ao mencionar a “Janela de Overton”?

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Por Sâmila Monteiro

Imagine-se diante de uma janela fechada, onde tudo o que não era aceitável parecia estar trancado do lado de fora. Era como se estivéssemos presos em um ambiente sufocado, nesse caso pela censura, onde a única opção era contar com a sorte para não ser preso ou multado.

Mas e se essa janela começasse a se abrir, mesmo que apenas parcialmente?

É como se uma brisa refrescante começasse a penetrar, trazendo consigo a promessa de alívio. A essa ideia chamamos de Janela de Overton, um conceito poderoso que demonstra como os limites das ideias podem ser ampliados, especialmente em momentos de grandes mudanças e eventos significativos.

Um desses eventos foi a ação de Musk no X, que trouxe os holofotes para a questão da censura no Brasil. De repente, aquilo que parecia ser um tema tabu, “CENSURA NO BRASIL”, começou a ser discutido abertamente, com a ajuda do Twitter Files e de outras vozes corajosas.

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Elon Musk, o visionário empresário da tecnologia, gerou um grande impacto ao questionar recentemente as decisões judiciais brasileiras, refletindo as preocupações de uma parte da população. Em um ato de coragem e protagonismo, ele dirigiu suas críticas ao ministro Alexandre de Moraes, abordando diretamente questões relacionadas à censura no Brasil. Em um gesto audacioso, Musk tencionou, ao escrever em seu perfil, que reativaria as contas anteriormente bloqueadas em sua plataforma de mídia social, X (anteriormente conhecida como Twitter), mesmo que isso pudesse resultar no fechamento de sua empresa no país e em perdas financeiras. Foi nesse contexto que Musk proferiu as seguintes palavras: “os princípios importam mais do que o lucro”.

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Não parou por aí, há desdobramentos por parte do governo americano. Em uma recente série de publicações, Elon Musk revelou que recebeu uma solicitação da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. Essa consulta se refere a possíveis medidas tomadas por autoridades no Brasil que podem ter infringido a legislação nacional.

Antes, contestar a censura em nosso país era perigoso, quase como desafiar o impossível. Mas agora, com a janela de Overton se abrindo cada vez mais, até mesmo os grandes veículos de mídia tiveram que admitir a existência desse problema e pedir mudanças.

É verdade que, inicialmente, a censura foi tratada como uma pauta exclusiva da direita, desviando o foco do verdadeiro debate sobre democracia. Mas, gradualmente, a brisa refrescante da Janela de Overton começou a soprar, trazendo consigo uma nova perspectiva.

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Eventos como o Fórum da Liberdade, a coragem de Michael Shellenberger, o trabalho incansável dos jornalistas do Twitter Files, entre eles o de Eli Vieira. Não podemos deixar de mencionar o compromisso incansável de cientistas e políticos como Marcel van Hattem e a fé daqueles brasileiros que nunca perderam a esperança, todos contribuíram para abrir ainda mais essa janela.

Agora, mais do que nunca, é hora de aproveitar essa oportunidade para promover mudanças reais, garantindo que a liberdade de expressão e o respeito às ideias de todos sejam valores fundamentais supremos em nossa sociedade e que prevaleçam em nossas instituições democráticas.

Aviso

As opiniões contidas nos artigos nem sempre representam as posições editoriais do Boletim da Liberdade, tampouco de seus editores.

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