VOLTE PARA O BOLETIM DA LIBERDADE


Texto enviado por Sergio Moura, assinante do Boletim:

"Criatura humana humanal"

- Publicado no dia
Foto: Editoria de Arte Boletim da Liberdade

Estranhou? Mas esta expressão é parte integrante do seu cotidiano. Não sabia? Explico.

O artigo 1º da nossa Constituição, que contém as regras pelas quais nós devemos conviver pacífica e harmoniosamente em sociedade, diz: “A República Federativa do Brasil…tem como fundamentos: …III – a dignidade da pessoa humana.” Ora, “pessoa”, pelo Michaelis, no sentido aqui usado, significa “criatura humana”; “humana”, por sua vez, significa “relativo à natureza do homem, humanal”; então, a expressão expandida equivalente é “criatura humana humanal”. Isto é o que todos nós somos, de acordo com a criatividade exótica dos nossos ilustres constituintes de 1988.

Mas há outras duas interpretações para o uso da expressão “pessoa humana”. Será que os constituintes aboliram do alcance da Constituição as “pessoas desumanas”, as que nos tratam com crueldade? Ou descobriram nas florestas do Brasil lobisomens e, para proteger-nos, excluíram as “pessoas animais”?

Há que perguntar-lhes. Enquanto isso, contentemo-nos em sermos “criaturas humanas humanais”.

Assassinatos do português, língua nacional pela Constituição, e do bom senso como este salpicam o mundo político brasileiro e são espalhados pela mídia ingênua. Quer ver mais? Por exemplo: “vontade política”, “afrodescendente”, “pré-candidato”, “esquerda” e “direita”, “prioridade absoluta”. “Hum, eu estou com uma vontade política tão grande de ir ao cinema!”. “Meus pais e eu temos a pele branca e nascemos em Angola, vivo no Brasil, sou afrodescendente?”. “Posso dizer a todo mundo que quero ser presidente da República e o que farei quando chegar lá, mas não posso dizer que sou candidato”. E, já que prioritário é o que vem em primeiro lugar, quem sabe o que é “prioridade relativa”? E quem me define em três linhas o que são “direita” e “esquerda” em política? Há anos faço estas duas perguntas às maiores sumidades em política, em vão.

É a absurdos desse tipo que nos submetem nossos políticos. Estamos ferrados.


*Sergio Moura é autor do livro Podemos ser prósperos – se os políticos deixarem.

**Artigo escrito pelo assinante. Não necessariamente reproduz a visão dos editores do Boletim da Liberdade.


ATENÇÃO: O artigo acima é de autoria autodeclarada de Sergio Moura , assinante do Boletim da Liberdade no período de sua publicação. Ao enviar o artigo para este blog, o autor aceitou o regulamento onde assume a responsabilidade pelas suas considerações de forma individualizada. A opinião acima exposta, portanto, não necessariamente reflete o posicionamento editorial do Boletim da Liberdade. Caso você ou a sua organização tenham sido citados direta ou indiretamente, é possível requerer um direito de resposta ao texto pelo e-mail boletimdaliberdade@gmail.com. A solicitação será apurada pelo Boletim da Liberdade.


Notícias do Boletim por e-mail



Seja um assinante você também

Ajuda a manter as atividades do Boletim da Liberdade¹
Recebe um resumo do nosso conteúdo por Whatsapp
Direito a voto no Prêmio Anual Boletim da Liberdade²
Direito de publicar 1 artigo mensal no Blog do Assinante²

Planos a partir de R$ 9,30/mês com Pagamento Trimestral via PagSeguro


¹O direito ao voto é garantido desde que a assinatura esteja em vigor na época da realização da premiação. ²O artigo deverá cumprir os requisitos e princípios no regulamento do programa de assinaturas.