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Entrevista Exclusiva: “Eu não quero ser escravo. A gente luta ou aceita ser escravo”, diz Monark

Alexandre de Moraes do Supremo manda bloquear redes de Monark
Monark concede entrevista exclusiva ao Boletim da Liberdade após ter redes bloqueadas por Alexandre de Moraes

Não é a primeira vez que um ministro do Supremo Tribunal Federal manda derrubar as redes sociais de Monark. Não é a primeira vez que Alexandre de Moraes manda derrubar as redes sociais de um influenciador. Atos como esse têm sido cada dia mais recorrentes, o que torna cada vez mais difícil enxergar uma saída para quem discorda das ações de Moraes.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Monark fez uma publicação na plataforma Rumble que “difundia notícias falsas sobre a atuação do STF e a integridade das instituições eleitorais”. Moraes indicou em sua decisão que caso as plataformas não o fizessem deveriam pagar multa diária de R$ 100 mil.

O Boletim da Liberdade realizou uma entrevista exclusiva com Monark, nesta quinta-feira. Confira a íntegra.

Boletim: No momento em que você fala sobre o STF ou TSE, você imagina que algo assim (bloqueio de redes) pode acontecer?

Monark: “Olha, já esperava, porque a verdade é que a gente está vivendo um estado de exceção, né? É uma ditadura do judiciário e e todo mundo que não se calar frente a esse fato vai ser perseguido. “

Boletim: Mas isso não te faz ter medo no momento de falar? Não te faz refletir que é melhor não falar, se não pode sofrer retaliação? 

Monark: “Eu fiz um acordo com comigo mesmo, que é não deixar de falar o que eu penso por medo, entendeu? Muito menos medo de um tirano autoritário como o Alexandre de Moraes. Então evito propositalmente pensar no que eu falo.”

Boletim: Já que você vai falar o que pensa, o que exatamente você está enxergando hoje do Supremo e essas relações do STF com o Lula e quem está no poder? 

Monark: “Para mim, o Supremo usurpou o poder completo das instituições e ali calou o congresso e manda no executivo também.”

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Boletim: Você acha que o Brasil ainda tem alguma chance de reverter isso ou é impossível de acontecer? 

Monark: “Olha, eu acho muito improvável de acontecer, impossível não, né? Eu acho que nada é impossível na nossa vida. Mas acho difícil, eu não enxergo o brasileiro retomando o controle das suas instituições. Até porque isso necessitaria de medidas políticas bem fortes, como por exemplo o impeachment de todos os ministros do Supremo. E eu não vejo isso acontecendo no horizonte próximo. Sem isso acontecer eu também não vejo uma solução. Porque a punição para quem ignora a constituição deveria ser no mínimo perder o cargo, né? No mínimo. Para não falar de outras coisas.”

Boletim: Falando um pouco de Senado, uma das coisas que vimos essa semana foi uma semana antes da sabatina do Cristiano Zanin, alguns senadores que tiveram processos arquivados no comitê de ética do Senado. Isso não acontecia há seis anos. Você acha que esse arquivamento está relacionado à indicação do Zanin? 

Monark: “Com certeza. Eu acho que agora eles têm que controlar a narrativa pra que seja aceitável pela sociedade. Os caras colocarem advogado de um bandido no STF. Mas pra mim cada decisão política que esse esses órgãos e políticos estão tomando é só mais uma pisada na cara do brasileiro, né? Eles já não têm mais nenhuma preocupação com a aparência das coisas, entendeu? Eles colocam quem é da máfia e f*da-se o que as pessoas vão achar, entendeu? Ou o que a lei acha também, né? Como que você coloca um ministro do Supremo que foi advogado do presidente? Defendeu ele num caso que não faz sentido nenhum. Não deveria ser aceito por nenhum grupo político. Isso aí deveria ser reprovado no Senado, mas a máfia controla o Senado.”

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Boletim: No debate do PL da Censura, muita gente defendeu que se  aprovassem esse PL seria impossível definir o que é verdade e mentira. Quem diz o que é fake news ou não? E na Câmara, deputados que defendiam o projeto diziam que não adiantava barrar no legislativo. Pois o Supremo faria esse papel depois. Para onde o Brasil caminha caso continue dessa forma?

Monark: “O que você falou está certo. Eles até falavam que se não passasse a lei o STF faria o dele, porque o STF já está acima da lei. O STF é a lei. O que eu acho que vai acontecer é uma consolidação do autoritarismo no Brasil. Hoje o grupo político que patrocina o Alexandre de Moraes vai fazer o que quiser nas nossas instituições, vai implementar as leis que quiserem pro nosso povo, né? E e eu acredito que esses caras são ligados a organizações multibilionárias, multitrilionárias internacionais.

É o Brasil sendo adquirido por uma grande corporação, uma oligarquia internacional que é a Vanguard, a BlackRock mundial, Klaus Schwab. Eu não duvido muito que sejam esses caras financiando esse movimento político aqui no Brasil, né? O Alexandre de Moraes é só o cara vaidoso que está aproveitando o contexto em que o país está inserido para agregar cada vez mais poder pra si. Vai chegar o momento em que ele vai ser o do nosso imperador, né? Se já não é. Eu não vejo um futuro muito próspero pro povo brasileiro. Eu vejo só caos e decadência. Infelizmente.”

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Boletim: O que você diria para o povo brasileiro que tem reclamado de decisões arbitrárias do judiciário e dos políticos? Seria mais uma frase motivacional ou ‘desmotivacional’? 

Monark: “Eu acho que a única chance da gente impedir esse processo de tomada do controle total do Brasil por essa máfia é falando, se posicionando, se manifestando. Mas não quer dizer que a gente vai ser bem sucedido, né? Porque o inimigo é muito forte e o povo brasileiro, em sua maioria ainda, está dormindo em relação a esses tipos de acontecimentos. A mídia não informa, né? A mídia não informa. Inclusive sempre colocou Alexandre de Moraes como um herói da democracia? Foi a mídia que permitiu, inclusive, a escalada de poder do Alexandre, porque eles o apoiavam incondicionalmente. Agora começam a dar uma criticada, mas ele já têm tanto poder que eu acho que até a mídia agora já não tem mais capacidade de tirar o cara de lá.

Eu acho que aceitar ser escravo não é um caminho inteligente, eu acho que o caminho inteligente é sempre a luta por mais que a gente vá se f*der, né, vá perder coisas. Eu tenho perdido muitas coisas por lutar pelo que eu acredito, mas não tem outra escolha. Eu não quero ser escravo. Ou a gente luta ou a gente aceita ser escravo. E eu não estou afim de ser escravo não. Se você estiver a fim de ser escravo deixe de lutar, mas se você não tiver tem só um caminho pra fazer, que é lutar, não tem o que fazer.”

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