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‘Sou pessimista’, diz João Amoêdo sobre possível vitória da ‘Terceira Via’

João Amoêdo (Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil)

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O engenheiro e fundador do Partido Novo João Amoêdo, em entrevista para a Folha de S. Paulo publicada neste domingo (26), disse não acreditar em um segundo turno sem Lula e Bolsonaro. “Sou pessimista”, comentou sobre a possibilidade de crescimento dos candidatos da chamada “Terceira via”. [1]

Questionado se guardava algum arrependimento por ter votado no então candidato do PSL em 2018, Amoêdo respondeu que “naquele momento, com o quadro que eu tinha, aquela era a opção a ser tomada”. Pontuou, entretanto, que Bolsonaro foi pior do que imaginava e não votará nele novamente “de jeito nenhum”.

“Em 2018, optei por Bolsonaro porque tinha aquela promessa toda de governo liberal. Eu tinha muita desconfiança porque ele nunca fez isso (como deputado)”, sintetizou, e provocou: “Se fosse um governo ruim, o risco seria o contrário: o PT voltar e ainda mais forte, que é exatamente o que está acontecendo, né?

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Amoêdo, que também concorreu à presidência da República no primeiro turno da última eleição presidencial, afirmou ainda que não aprecia a ideia do voto nulo, mas pode lançar mão dela nas eleições de 2022. “Votar em qualquer um dos dois (Lula ou Bolsonaro) não é justificável”, sentenciou.

O ex-presidenciável também afirmou que as instituições não foram tão atacadas pelos governos do PT como no governo Bolsonaro, mas Lula “tinha um projeto de poder que poderia levar, num segundo momento, a isso. Elas foram, em alguns casos, um pouco aparelhadas”.

Amoêdo também citou as promessas de regulamentação da mídia feitas por Lula e condenou a desistência de avançar com um processo de impeachment contra Bolsonaro. “Se um presidente fez tudo que Bolsonaro fez, que sinalização damos?”, ponderou.

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Sobre o Partido Novo, Amoêdo enfatizou que é um “filiado passivo no processo” e que não tem ingerência sobre o que acontece atualmente na legenda. “Continuo vendo o Novo como opção única para mudar o quadro político no Brasil”, garantiu.

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