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Jair Bolsonaro diz que Brasil precisa ‘evoluir’ para discutir crises internacionais em igualdade

O Brasil adotou uma postura cautelosa diante da tensão internacional; o presidente da República admitiu que o país não tem "poderio bélico" suficiente para opinar no momento
Presidente Jair Bolsonaro (Foto: Agência Brasil)
Presidente Jair Bolsonaro (Foto: Agência Brasil)

O governo brasileiro manifestou nesta sexta-feira (3) suas primeiras reações diante da morte do general iraniano Qassem Soleimani em bombardeio comandado pelos EUA no Iraque. Enquanto o Ministério das Relações Exteriores divulgou nota apoiando a luta contra o terrorismo, o presidente Jair Bolsonaro adotou uma postura cautelosa e preferiu evitar se comprometer com uma posição definida.

A nota do Itamaraty, sem avaliar diretamente o ataque ordenado por Donald Trump, afirmou o apoio do governo brasileiro “à luta contra o flagelo do terrorismo” e reivindicou o apoio da comunidade internacional a essa luta “sem que se busque qualquer justificativa ou relativização para o terrorismo”. Também diz que o Brasil está à disposição para colaborar com esforços internacionais para evitar “uma escalada de conflitos neste momento”. [1]

Embora a nota não celebre de forma explícita ou condene o gesto norte-americano, o Itamaraty aproveita para lamentar os ataques à embaixada dos EUA em Bagdá nos últimos dias, um dos motivos para a atitude dos EUA de eliminar o líder iraniano. Seguindo o discurso de tentar conter a tensão, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que um eventual conflito direto entre EUA e Irã poderia representar “o fim da humanidade”. [2]





O presidente brasileiro, entretanto, admitiu que é preciso “tomar cuidado com as palavras” neste momento porque “não temos forças armadas nucleares para poder dar opinião tranquilamente sem sofrer retaliações”. Ele ressaltou que não tem “o poderio bélico que o americano tem para poder opinar neste momento”.

Cuidado e fortalecimento das Forças Armadas

Jair Bolsonaro aproveitou a confissão de que o Brasil não tem condições de se manifestar quanto a uma crise entre países com armas nucleares para defender o fortalecimento das Forças Armadas nacionais. “Nós queremos paz, mas uma velha máxima no meio militar diz que quem quer paz tem que se preparar para a guerra. Não adianta ter um monte de diplomata do Itamaraty bom de saliva, se quando acaba a saliva entra a pólvora”. [3]

O presidente afirmou ainda que o país precisa evoluir para poder “falar mais em igualdade com outros países” e que “a gente não vai tirar proveito de uma possível guerra”. O general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, orientou o presidente nessa direção, sustentando que o momento é de aguardar “mais do que falar”. [4]









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