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Analistas cogitam risco de ruptura no Brasil se STF soltar criminosos

Supremo Tribunal Federal deverá voltar a julgar o fim do trânsito em julgado em segunda instância e, caso confirmada a medida, criminosos hoje presos poderão ser libertados; medida é analisada por jornalistas
(Foto: Nelson Jr./SCO/STF. Sessão plenária do STF)

(Foto: Nelson Jr./SCO/STF. Sessão plenária do STF)

O Supremo Tribunal Federal deverá decidir a partir desta quinta-feira (17) a constitucionalidade da execução da prisão a partir do julgamento em segunda instância. Caso seja confirmado uma mudança no entendimento atualmente em vigor, que prevê o trânsito julgado já naquela etapa, um conjunto de réus poderá ser favorecido pelo fim da medida – incluindo diversos alvos da Operação Lava Jato. A possibilidade tem levantado especulações sobre uma ruptura institucional poder ser provocada. [1]

Olavo de Carvalho, principal influenciador do núcleo ideológico que cerca o presidente, publicou nas redes sociais na manhã desta quarta-feira (16) uma mensagem enigmática: “Só uma coisa pode salvar o Brasil: a união indissolúvel do povo, presidente e Forças Armadas”. [2]





Allan dos Santos, o mais conhecido dos blogueiros pró-governo, analisou na noite desta terça-feira (15) que “o establishment quer ver Bolsonaro repetindo o AI-5″, em referência ao Ato Institucional Nº 5 do regime militar, que – dentre outras medidas – suspendeu o direito ao habeas corpus em crimes de motivação política e a ilegalidade de reuniões políticas não autorizadas. O ato marcou um endurecimento do regime militar e a supressão de liberdades civis.

“Mas o que vejo [também] é o povo querendo um novo AI-5 e ai de Bolsonaro caso tente parar o povo: será varrido junto”, pontuou, complementando que “Não há um brasileiro que aceitará [o resultado] caso a decisão do STF seja soltar os criminosos em massa”. [3]

Criticado por jornalistas como sendo estimulador de um golpe, Allan se defendeu, mais tarde: “Estou apenas lendo o sentimento popular, fazendo nada mais que ver a conjuntura do momento, e você afirma estar eu convocando alguém para algo”, respondeu. Depois, explicou que quis dizer que “Jair Bolsonaro não pode cair na armadilha do establishment”.

Quem também publicou sobre o assunto foi o jornalista Diogo Mainardi. “A popularidade do presidente do Peru chegou a 79% ontem porque ele fechou o Congresso e esmagou o Supremo. Ambos, Congresso e Supremo, estavam tentando enterrar os inquéritos da propina da Odebrecht, empreiteira que corrompeu toda classe política peruana. Já escrevi isso antes e volto a dizer: se o STF inocentar o Lula, anulando seus processos, e enterrar a Lava Jato, sob comando de Gilmar Mendes, o risco de uma guinada peruana no Brasil não pode ser descartada”, destacou.





“Nesse momento, não há ninguém nas ruas protestando, e os espertalhões podem achar que está na hora de dar uma marretada mortal no ‘lava-jatismo’. Mas o ódio dos brasileiros pelos protetores dos criminosos vai explodir e o apoio a medidas anti-democráticas e autoritárias será praticamente unânime, como no Peru. Se alguém souber explorar esse ódio, terá carta branca pra agir. Eu não tenho a menor ideia como isso vai acabar, só que não vai ser nada bom”, concluiu. [4]





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